Forças de ocupação marroquinas atacam e detêm jovens saharauis desempregados

Na sexta-feira, 30 de março, as autoridades marroquinas detiveram dez membros de um grupo de jovens saharauis desempregados que fizeram um protesto não violento no telhado de um edifício, na Avenida Smara, em El Aaiun, perto do bairro de Matala.

As autoridades marroquinas desmantelaram à força o protesto e às 18h30 detiveram os jovens saharauis que foram levados algemados ao quartel da polícia.

Durante a sua detenção o grupo foi brutalmente espancado com bastões e outros objetos, forçados a sentar-se no chão de cimento, insultados, maltratados e ameaçados.

Brahim Leaajil, Khalil Balla, Amer Lahsen, Moloud Oublal, Hallab Abdallah, Zaidan Omar, Laarousi Fatan, Sidi Saidi, Mahmoud Dahi e Charkaoui Mohamed foram libertados às 00h30.

As famílias dos manifestantes se reuniram em frente ao prédio da polícia, em protesto e solidariedade.

As forças de ocupação também atacaram e invadiram casas de saharauis perto do local do protesto.

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Presos políticos saharauis 22 dias em greve de fome

Após 22 dias de greve de fome os presos politicos saharauis do grupo de Gdeim Izik em greve de fome desde 9 de Março apresentam sintomas graves de saúde e perda de autonomia fisica.

De acordo com os familiares que visitaram ontem os presos em greve na prisão de Kenitra a situação é alarmante.

Mohamed Bourial foi transportado por 4 guardas para a sala de visita uma vez que não se mantém de pé. Bourial reafirmou que não irá desistir da greve de fome até que as suas reivindicações sejam satisfeitas. Segundo a mãe a a irmã, Bourial vomita sangue e o seu estado geral é alarmante.

O irmão de Abdallahi Abbahah também informou que Abdallahi cuspe sangue e toda a água que ingere vomita.

Abdallahi Lakfawni foi transportado para a enfermaria por perda de consciência, mas passado pouco tempo foi posto de novo na cela de castigo.

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Presos politicos saharauis em greve da fome em perigo de vida

Ontem, o irmão do preso político saharaui Sidi Abdallahi Abbahah visitou-o na prisão de Kenitra e disse-nos que a situação é alarmante.

O Sr. Abdallahi Abbahah informou o seu irmão que:

– Tem dores intensas no corpo
– Tem apenas um cobertor no chão e outro para se cobrir, mas muito fino e sofre de frio intenso
– Tem visão dupla
– Solicitou água engarrafada várias vezes, mas os guardas recusam-se a dar-lhe e disseram: “podes morrer ou viver nós não nos importamos contigo”. Sal e açúcar também são negados.
– Não tem conhecimento sobre a situação dos seus companheiros de prisão em greve de fome, não sabia se eles estavam vivos ou mortos, se eles continuam ou não a greve de fome
– Não foi visitado pelo médico

Abdallahi Abbahah disse que continuará a sua greve de fome até que suas exigências sejam atendidas, respeitando os seus direitos básicos.

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Acordo de Pesca entre a UE e Marrocos: Comissão Europeia vai cumprir o acórdão do TJUE

elmoudjahid.com.- A Comissão Europeia vai respeitar o acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que concluiu em 27 de fevereiro que o acordo de pesca UE-Marrocos não é aplicável ao Sahara Ocidental, disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, que salientou que as decisões deste Tribunal são “vinculativas” para as instituições da UE e os seus estados membros.

A Comissão Europeia vai respeitar o acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que concluiu em 27 de fevereiro que o acordo de pesca UE-Marrocos não é aplicável ao Sahara Ocidental, disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, que salientou que as decisões deste Tribunal são “vinculativas” para as instituições da UE e os seus estados membros. “A Comissão respeitará o acórdão do TJUE, cujas decisões são vinculativas para todas as instituições da UE e todos os Estados-Membros”, escreveu ela em resposta ao eurodeputado Miguel Urban Crespo, que instou a Comissão a suspender as negociações sobre o comércio, agricultura e acordos de pesca com Marrocos.

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança declarou que a Comissão “tomou nota” do acórdão do TJUE e “examina-o de perto para determinar as consequências e possíveis medidas a tomar”. Referindo-se a outro acórdão do TJUE emitido em 21 de dezembro de 2016, a chefe da diplomacia europeia reconheceu que o Acordo de Associação UE-Marrocos “não prevê atualmente qualquer base legal para a concessão de preferências pautais aos produtos provenientes do Sahara Ocidental ocupado.

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Horst Köhler esperado em El Aaiun para uma visita de quatro dias

Horst Köhleryabiladi.com.- Horst Köhler pensa visitar El Aaiun na primeira semana de abril. O enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara Ocidental estará de visita durante quatro dias.

Na sede da MINURSO, os preparativos para o mediador alemão já começaram, incluindo a pintura das instalações.

Durante a sua estadia, o enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU planeia visitar, de avião, os quatro Team Site da MINURSO instalados na região. Em El Aaiun, Köhler deverá também reunir-se com representantes de associações pró-Polisario, sindicalistas e autoridades marroquinas.

A escolha do momento da visita é bem calculada. De facto, esta data está a poucos dias da apresentação de um novo relatório de Antonio Guterres sobre o Sahara Ocidental, o que reduz a margem de manobra de Marrocos.

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Tres grevistas da fome do grupo Gdeim Izik receberam visita das famílias

Hoje, as mães de Abdallahi Lakfawni e El-Bashir Boutanguiza detidos na Prisão Kenitra e a família de Brahim Ismaili, detida na Prisão Ait-Melloul 2, foram autorizadas a visitar os presos que estão em greve de fome e isolamento há 18 dias.

As famílias relataram que os presos estão num estado alarmante de saúde, incapacidade de se mover, dores no corpo, dificuldade em ver, náuseas frequentes, dores de cabeça, dores nos rins e no estômago. Segundo as famílias, os prisioneiros são vítimas de negligência médica.

Os prisioneiros são mantidos em celas de castigo, conhecidas como células kacho ou caixão, infestadas de insetos e vermes, sem ventilação adequada e ausência de higiene básica. As celas são frias e húmidas e os presos não têm cobertores suficientes.

A administração da prisão não lhes permite beber água engarrafada nem lhes é permitido adicionar açúcar ou sal à água da torneira.

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Tratamento desumano de prisioneiros políticos saharauis em greve de fome

Sidi Abdallahi Abbahah, Abdallahi Lakfawni, El Bachir Boutanguiza e Mohamed Bourial, prisioneiros políticos saharauis do grupo Gdeim Izik, detidos na prisão de Kenitra, em greve de fome e isolamento desde 9 de Março, continuam os seus protestos apesar de toda a pressão.

Depois de várias queixas enviadas pela sua advogada francesa Olfa Ouled, às autoridades judiciais marroquinas, pedindo uma investigação do tratamento desumano a que os prisioneiros são submetidos devido ao isolamento, o estado de saúde dos detidos continua a ser preocupante.

A 21 de Março dois advogados da equipe de defesa visitaram os prisioneiros que estavam muito debilitados.

Deve sublinhar-se que a lei marroquina apenas autoriza o isolamento por motivos de segurança ou de precaução o que não se aplica aos prisioneiros de Gdeim Izik.

Os prisioneiros políticos estão em greve de fome desde 9 de março exigindo que as autoridades marroquinas melhorem as suas condições de detenção, transferindo-os para mais perto das suas famílias.

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Saharauis atacados na cidade ocupada de Dakhla

Segundo a Network Activists News, dezenas de jovens saharauis manifestaram-se no dia 24 de Março numa das principais ruas de Dakhla, nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

A manifestação de massa começou às 23:50, na qual participaram dezenas de jovens saharauis. Eles gritavam slogans pedindo liberdade e independência e a libertação de todos os presos políticos saharauis nas prisões marroquinas.

A demonstração continuou por mais de meia hora. As forças marroquinas intervieram em seus uniformes civis e oficiais. Surgiram confrontos violentos entre eles e os manifestantes na rua Al-Shaheed e bairro Al-Azqa. Forças marroquinas atacaram as casas dos saharauís e destruíram os carros na vizinhança.

A cidade de Dakhla está sob uma repressão opressiva. A rede de activistas de notícias registou uma presença massiva de agentes marroquinos nos locais onde vivem a maioria dos saharauis.

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Kohler: meu mandato é chegar a uma solução que garanta a autodeterminação do povo saharaui

Horst KöhlerNOVA YORK, 23 de março de 2018 (SPS) -.

O ex-presidente alemão Horst Kohler definiu de forma clara o seu mandato  como Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, e explicou perante o Conselho de Segurança que estava a tentar “encontrar um caminho para o futuro do conflito “que possa levar a uma solução que garanta a autodeterminação do povo saharaui.

“Meu papel nesse processo não é o de um árbitro que deve julgar quem estava certo e quem estava errado no passado. Meu mandato é encontrar um caminho para o futuro, um caminho que pode levar a uma solução mutuamente aceitável e que permita a autodeterminação do povo saharaui “, disse Kohler na sua primeira
apresentação sobre o Sahara Ocidental, segundo publicou agência argelina, APS.

Kohler, que explicou a sua visão do processo de paz que ele prevê reiniciar em breve, disse que o seu objectivo era reiniciar as negociações directas entre as duas partes no conflito no decurso de 2018.

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Preso politico saharaui Mohamed Bani termina greve de fome

O preso politico Mohamed Bani que esteve em 14 dias em greve de fome tendo iniciado a 9 de Março terminou hoje o seu protesto após reunião com o Diretor Regional de Prisão e Reintegração que lhe prometeu transferência para a prisão de Bouzakarn e autorização de visita para a familia 4 dias por semana e dois telefonemas semanais.

Em contacto telefónico esta manhã com a esposa, Bani informou que está muito doente.

Mohamed Bani preso politico saharaui do Grupo de Gdeim Izik foi torturado e está a cumprir uma condena de prisão perpetua.

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Desempregados saharauis atacados por forças da ocupação

O Grupo ELKASAM de desempregados saharauis organizou na segunda-feira 19 de Março às 20h30 um protesto pacifico numa das avenidas principais de El Aaiun, capital do Sahara Ocidental ocupado.

Passada meia hora do inicio às forças de ocupação marroquinas investiram contra os manifestantes causando varios feridos.

Dois manifestantes dos, Nafeaa Elkasimi e Boubakar Bilaamach ficaram gravemente feridos.

As manifestações de saharauis desempregados têm vindo a realizar-se de forma periódica sendo sempre alvo de repressão imediata pelas autoridades marroquinas que não toleram qualquer tipo de manifestação da população saharaui.

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