Presos políticos saharauis em greve de fome colocados em isolamento

Sidi Abdallahi Abbahah, El Bachir Boutanguiza, Abdallahi Lakfawni e Mohamed Bourial, presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik que iniciaram hoje uma greve de fome (ver noticia aqui) foram colocados em isolamento hoje às 8h00.

O director da prisão de Kenitra tinha ameaçado ontem os activistas saharauis que todos aqueles que entrassem em greve de fome seriam colocados em isolamento como medida disciplinar.

Recordamos que em Novembro de 2017 e em reacção a uma carta emviada por um conjunto de advogados aos primeiro ministro francês sobre a situação dos presos politicos saharauis, a Delegação Geral da Administração Penitenciária e de Reintegração do Reino de Marrocos publicou um comunicado no qual dizia que devido à obstinação de alguns presos em fazer avisos de greves de fome tinham que aplicar regulamento apropriado contra eles.

O Reino de Marrocos não respeita assim a greve de fome como uma forma de protesto não violenta universalmente reconhecida, mas como uma infracção disciplinar. Read more

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8 presos de Gdeim izik entram em greve de fome

Hoje, dia 9 de Março, os presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik, Brahim Ismaili, Mohamed Mbarek Lefkir, Sidahmed Lemjeyid e Mohamed Bani detidos em Ait Melloul e El Bachir Boutanguiza, Mohamed Bourial, Abdallahi Lakfawni e Sidi Abdallahi Abbahah detidos em Kenitra entram em greve de Fome.

Os activistas saharauis detidos em 2010 durante e após o desmantelamento de Gdeim Izik têm sido victimas de tortura, maus tratos, detenção arbitrária, um julgamento militar ilegal, um segundo julgamento em tribunal civil sem garantias de um processo justo e baseado apenas em actas redactas pela polícia assinadas sob tortura.

A 16 de Setembro de 2017 o grupo de 19 detidos foi dispersado por várias prisões no Reino de Marrocos, durante e após a transferência foram novamente vitimas de maus tratos.

A 4 de Dezembro de 2017 Sidi Abdallahi Abbahah e Ahmed Sbaai foram postos em isolamento em dois wc exíguos com as luzes acessas 24h espancados e maltrarados durante dez dias.

Após inúmeras denúncias que não tiveram qualquer resposta por parte das autoridades marroquinas e um estado de saúde muito debilitado devido aos maus tratos e negligência médica os 4 membros do grupo detidos Ait Melloul e 4 detidos em Kenitra decidiram entrar em greve de fome exigindo os seus direito mais elementares como o é direito de visita, assistência médica adequada, e oitras. Read more

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