Um ano após a sentença, os presos políticos saharauis do Grupo Gdeim Izik continuam sujeitos a tortura e maus-tratos

PUSL.- 19 dos 24 presos políticos saharauis do Grupo Gdeim Izik permanecem na prisão, com penas que variam entre os 20 anos e a prisão perpétua.

Os presos têm sido submetidos a maus tratos e, em alguns casos, tortura, bem como extrema negligência médica após a última sentença de 19 de julho de 2017 pelo tribunal de recurso de Salé, Rabat.

Os prisioneiros estão atualmente dispersos nas seguintes prisões: Tiflet2 (Sidi Abdallah Abbahah, Mohamed Bourial, Mohamed Lamin Haddi, El Bachir Khadda); Kenitra (Naama Asfari, El Bachir Boutanguiza, Hassan Dah, Abdallah Lakhfawni; Ahmed Sbaai, Houcein Zawi) El Arjat (Abdel Jalil Laaroussi); Ait Melloul (Brahim Ismaeli, Mohamed Bani, Sidahmed Lemjeyid, Mohamed Lefkir); Bouzakarn (Cheikh Banga, Tahamil Mohamed, Abdallah Toubali, Khouna Babeit).

Os presos politicos de Tiflet2 estão desde a sua transferência para esta prisão em confinamento solitário prolongado sem contato humano significativo, o que é considerado uma das formas mais severas de tortura que leva tanto a danos físicos quanto psicológicos. As famílias destes presos apresentaram várias queixas às autoridades marroquinas e ao CNDH (Conseil Nacional dos Direitos do Homem) sem receber qualquer resposta e enviaram também um apelo urgente à Cruz Vermelha Internacional, sobre a situação dos reclusos e a recusa arbitrária de visitas. Esta prisão fica a mais de 1200 km de El Aaiun, no Sahara Ocidental, e atualmente esse grupo é o que está no local mais distante de suas famílias. Read more

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