A activista saharaui Sultana Khaya gravemente ferida após uma tentativa de assassinato por agentes marroquinos

Fonte: Diario La Realidad Saharaui, DLRS

El Aaiun / territórios ocupados. A ativista e defensora dos direitos humanos Sultana Khaya está em casa depois de uma tentativa de assassinato cometida por um grupo de policias da administração de ocupação marroquina na cidade saharaui de El Aaiun. Vários meios de comunicação saharauis nesta sexta-feira difundiram esta notícia. Na quinta-feira passada, Sultana Khaya participou nos protestos pacíficos convocados pela comunidade saharaui, movimentos sociais e de direitos humanos saharauis para denunciar a pilhagem de Marrocos dos recursos naturais dos territórios ocupados do Sahara Ocidental durante a visita de uma delegação da Comissão Europeia.

A ativista ainda não tem força para falar, está a convalescer em casa. A sua irmã é a que tem recebido os activistas de informação saharauis que a visitaram hoje em sua casa. Seu corpo está claramente cheio de hematomas, devido aos golpes a que foi submetida num beco onde ela foi levada à força por um grupo de policias marroquinos quando eles estavam a dispersar os manifestantes saharauís na principal avenida da cidade, a avenida Smara. Read more

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Jornalistas saharauis condenados a dois anos de prisão

PUSL.- Mohamed Salem Mayara, jornalista e Mohamed Alchomyai reporter de imagem foram condenados a 2 anos de prisão no passado dia 5 de Setembro, pelo tribunal de primeira instância de El Aaiun capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Os dois jornalistas pertencem à equipa da “smara news” um meio de comunicação saharaui, difundido nas redes sociais para romper o silêncio e blackout mediatico imposto pelo Reino de Marrocos que ocupa o território do Sahara Ocidental de forma ilegal atravez de uma presença militar, para militar e policial que mantem a população saharaui sob um dominio de terror , sequestros, tortura apartheid, social, politico e economico desrespeitando em absoluto as resoluções das Nacões Unidas.

Os dois jornalistas estavam a documentar um manifestação pacifica quando foram detidos a 27 de Março deste ano. Read more

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Prisioneiros políticos Gdeim Izik: a desculpa da soberania para justificar a tortura

PUSL.- Um ano após a confirmação das suas sentenças, os presos políticos saharauis continuam a ser torturados nas prisões marroquinas, enquanto se aguarda uma nova decisão do Supremo Tribunal marroquino.

Esperar por esta decisão dá esperança aos prisioneiros, famílias e ao seu apoio. De fato, em 2016, a agenda política marroquina levou à anulação do julgamento do Tribunal Militar considerado injusto e ilegal por várias ONGs e instituições. Na realidade, essa anulação permitiu que o Reino de Marrocos argumentasse que os prisioneiros não tinham esgotado os recursos internos e, por isso, impedido a aplicação de decisões da ONU, como a do Comitê contra a Tortura e a opinião do Grupo de Trabalho contra a Detenção Arbitrária. Da mesma forma, a separação de poderes permite ao Reino não libertar esses prisioneiros inocentes na ausência de uma decisão judicial para esse efeito.

Apenas um leitor bem informado sabe que o Supremo Tribunal marroquino só pode decidir em questões de direito; não pode voltar atrás nos fatos. Além disso, em 2016, remeteu o caso ao Tribunal de Recursos de Rabat, sem concluir que os prisioneiros fossem imediatamente libertados, embora tenha constatado que não havia provas da sua culpa para além das confissões escritas pela polícia e pela Gendarmaria Real. Isso significa que, oito anos após os primeiros atos de tortura a que os prisioneiros foram submetidos, nenhuma investigação foi aberta, embora isso levasse à conclusão de que as confissões eram inválidas e assim, levar à libertação de prisioneiros. Read more

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