Os presos de Gdeim Izik atualmente detidos em Tiflet 2 continuam sujeitos a isolamento prolongado e tratamento desumano

PUSL.- O preso político saharaui Abdallahi Abbahah, do grupo de Gdeim Izik, actualmente detido na prisão de Tiflet 2 em Marrocos, fará uma greve de fome de protesto de 48 horas em apoio de El Bachir Khadda do mesmo grupo, que entrou em greve de fome dia 18 de setembro.

De acordo com as informações da família, Abbahah declarou que fará uma greve de fome de protesto de 48 horas em apoio a El Bachir Khadda e também contra o assédio diário, maus tratos e confinamento prolongado a que está sujeito desde sua transferência há mais de 5 meses.

Os prisioneiros de Tiflet2, Mohamed Lamin Haddi, Abdallahi Abbahah e El Bachir Khadda não tiveram contato humano significativo durante meses, vítimas de tortura psicológica, assédio e maus-tratos. Eles estão em celas com o mínimo necessário, sem forma de passar o tempo, olhando para as paredes 22 horas ou mais.

Esta semana, os guardas da prisão, sob instruções estritas da Administração , estão a realizar “buscas” diárias” à cela de Abbahah, embora ele esteja em confinamento prolongado. Num dos dias, os guardas empurraram a porta da cela violentamente contra as suas costas, de modo que ele caiu no chão.

Apesar das inúmeras queixas feitas pelos presos, pelas famílias e pela sua advogada, Maitre Ouled, à administração da prisão, ao procurador geral, à CNDH e a outras autoridades marroquinas, o tratamento destes prisioneirostem piorado diariamente.

A família de El Bachir declarou que o Reino de Marrocos é responsável pela saúde e pela vida de Khadda, que já fez uma greve de 33 dias de fome este ano, que terminou após promessas das autoridades marroquinas que não foram cumpridas (por exemplo, acesso a um médico), e está agora no sexto dia de uma nova greve de fome.

A família de Abdallahi Abbahah disse que o assédio na prisão está a piorar. O Sr. Abbahah tem apenas mantas extremamente finas, algumas roupas e artigos de higiene e não viu nenhum médico, como Khadda.

Parece claramente que os guardas pretendem provocar o prisioneiro político, de modo a poder fingir que o confinamento prolongado tem uma razão e que ele é uma risco. Deve ser esclarecido que, de acordo com a lei marroquina, o confinamento prolongado e o isolamento não podem ser usados ​​como “punição”, mas apenas como uma medida de segurança por um mês no máximo. Como as autoridades marroquinas nunca responderam às várias denúncias enviadas há alguns meses, fica claro, porém, que esse isolamento não se justifica. O mesmo raciocínio se aplica a todos os outros prisioneiros sujeitos a este isolamento prolongado.

El Bachir Khadda foi informado de que, durante a greve de fome, ele não receberia telefonemas, apenas visitas, outra tentativa de isolar ainda mais este preso, já que as famílias destes presos politicos residem no Sahara Ocidental, a mais de 1300 km de Tiflet2.

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