Marrocos: lento asassinato de presos politicos saharauis

PUSL.- Marrocos além de ignorar as decisões e recomendações da ONU e dos seus mecanismos na area dos direitos humanos agrava a situação dos presos politicos saharauís que estão sujeitos a represalias constantes.

El Bachir Khadda do grupo de Gdeim Izik terminou uma greve de fome que durou 43 dias e encontra-se num estado de debilitação fisica extrema. A direcção da prisão Tiflet2 onde está detido não enviou até ao momento nenhum médico ou enfermeiro para avaliar a situação de Khadda.

Este Jornalista e activista de Direitos Humanos esta incapacitado de se manter em pé, está numa cadeira de rodas sem que os guardas lhe ajudem a movimentar-se. Em confinement prolongado numa cela sem o minimo de condições e sem acesso a comida adequada.

Abdallah Abbahah outro preso politico do grupo de Gdeim Izik, detido na mesma Prisão está em greve de fome há 33 dias, num cela fria, sem qualquer tipo de mobiliário, apenas com tres cobertores finos e agua para beber.

Abbahah sofre de reumatismo e dores intensas devido às sequelas de tortura sofrida desde 2010, além de padecer de problems pulmonares e asma.

Mohamed Bourial do mesmo grupo e na mesma Prisão também está em greve de fome desde 12 de Outubro e em situação de saúde critica.

Estes três presos têm ainda sequelas psicologicas devido ao confinamento prolongado e a Tortura psicologica contínua.

Os presos de Ait Melloul do mesmo grupo têm sido objecto de envenamento através da comida que lhes é dada.

Brahim Ismaili e Sidahmed Lemjeyid são vitimas desta forma de mal trato pela segunda vez num espaço inferior a 2 meses, Mohamed Lefkir e Mohamed Bani foram afectados gravemente durante o primeiro envenamento.

Os presos politicos do Grupo de Gdeim Izik são vitimas de sequestro, tortura, maus tratos continuos, isolamento prolongado, racismo, ataque fisicos, negliência médica intencional e administração de medicamentação inadequada desde a sua detenção em 2010. O governo de Marrocos está a destruir a saúde destes presos de forma intencional de forma a colocar as suas vidas em risco.

Esta forma de actuar intencional não pode ser qualificada de outra forma que não seja assasinato.

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