Gdeim Izik – Abbahah, preso político saharaui recebeu ameaças de vida

Sidi Abdallahi AbahahPUSL.- De acordo com a informação da família de Sidi Abdallah Abbahah, o preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, foi objecto de assédio, de maus tratos, racismo e de ameaças de vida dos guardas da prisão de Tiflet2.

A advogada de Abbahah, Maître Ouled, apresentou em seu nome uma queixa ao Comitê das Nações Unidas contra a Tortura (CAT) no ano passado.

O CAT emitiu medidas provisórias urgentes em maio passado exigindo das autoridades marroquinas:

· Libertação do prisioneiro com vigilância;
· Acesso imediato a um médico de sua escolha;
· Fim imediato do isolamento.

Dez meses passaram e Marrocos não cumpriu as medidas provisórias até o momento.

As medidas provisórias são emitidas nos casos em que há uma ameaça imediata para o detido.

O próprio Abbahah, assim como a sua família, apresentaram numerosas reclamações a todas as autoridades marroquinas e exigiram cuidados médicos, sem receber qualquer resposta.

O prisioneiro político está em isolamento prolongado há um ano.

Abaixo o comunicado da mãe de Abdallah Abbahah.

Comunicado

Perante a grave situação do meu filho Sidi Abdallah Abbahah, preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, actualmente detido na prisão de Tiflet2 e injustamente condenado a prisão perpétua, informo, a quem possa dizer respeito, que ele é continuamente vítima de assédio, maus-tratos, isolamento, racismo e ameaças à vida.

Meu filho cujo único crime é ser um SAHARAUI, como seus companheiros, ainda está, após 8 anos de prisão, submetido à tortura diária.

Como punição por denunciar os seus torturadores na frente de todo o mundo durante o seu julgamento, o meu filho está em confinamento solitário desde sua transferência para a prisão de Tiflet2 em 7 de maio de 2018.

Depois da sua transferência, foram+lhe negado bens essenciais, como cobertores e uma caneta e não viu nenhum médico apesar de pedir todos os dias.

Como punição por ter pedido ao CAT (Comité das Nações Unidas Contra a Tortura) para proteger a sua vida, na semana passada esta situação escalou e Abdallah recebeu ameaças de vida.

Como represália, após o pedido da ONU para libertá-lo, ele está sendo pressionado a interromper qualquer processo que confirme que ele foi torturado como denunciou desde a sua prisão em 2010.

Como mãe, eu estou a gritar ao mundo inteiro que não suporto ver o meu filho sofrendo nas mãos dos seus carrascos todos os dias e que nossa família lutará até ao nosso último sopro para lhe dar a liberdade de volta.

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