Saadoni, activista saharaui raptado pela polícia marroquina

PUSL.- A polícia marroquina vestida à paisana sequestrou ontem à noite o ativista saharaui Ali Saadoni, cujo paradeiro continua desconhecido.

Saadoni foi seguido e perseguido durante todo o dia por um carro civil da polícia marroquina na cidade ocupada de El Aaiun, no Sahara Ocidental ocupado.

Durante o dia Saadoni e Khaliehna Elfak exibiram bandeiras da RASD (Republica Árabe Saharaui Democrática) numa das avenidas em El Aaiún. Elfak que estava com Saadoni quando foi sequestrado foi solto pela polícia.

O conhecido activista saharaui esteve detido de 2016 até 2018, devido à sua luta pacífica contínua e persistente pela autodeterminação no Sahara Ocidental.

Saadoni pertence a um grupo de jovens saharauis que se recusam a ter nacionalidade marroquina e defende publicamente o direito de autodeterminação dos saharauis através de acções não violentas como a exibição da sua bandeira nacional e a distribuição de informação.

Durante o período de detenção, Saadoni foi vítima de tortura, maus-tratos, negligência médica e forçado a permanecer numa cela com pacientes infectocontagiosos.

Ele fez várias greves de fome em protesto contra esta situação que foi denunciada aos vários organismos internacionais. Durante a sua prisão, ele coseu a boca em protesto durante uma das greves de fome devido aos extemos maus tratos que sofreu.

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