Conferência sobre Sahara Ocidental na Universidade de Pretória – África do Sul

PUSL.- O Instituto de ciências politicas da Universidade de Pretória (DSPUP) acolheu, no dia 9 de Maio uma conferência sobre o Sahara Ocidental e os recentes desenvolvimentos a nível político e a realidade no terreno, co-organizada pela Africa Solidarity with Saharawi (ASS), Sand Blast e PorUnSaharaLibre.org (PUSL).

O Prof. Siphmandla Zondi do (DSPUP) e o Dr. Atabongwong Gallous da ASS fizeram uma breve introdução. O Sr. Gallous falou dos recentes desenvolvimentos e o contexto histórico e político do conflito do Sahara Ocidental.

Isabel Lourenço, colaboradora do PUSL e membro da FUSO, investigadora do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, que recentemente publicou um relatório sobre a situação vivida pelas crianças e jovens saharauis sob ocupação no Sahara Ocidental, apresentou não só esse relatório, mas também um relato sobre o dia a dia, as dificuldades e a repressão que afecta toda a população sob ocupação marroquina. O papel da MINURSO e a ausência de um componente de direitos humanos no seu mandato, assim como o papel da União Africana e os presos políticos saharauis foram outras das questões abordadas.

Entre os participantes nesta conferência estavam Professores da Universidade de Pretória, representantes de Embaixadas, estudantes de doutoramento e mestrado e membros do Centro de Direitos Humanos da Universidade.

No período de perguntas e respostas os participantes mostraram grande interesse no papel da MINURSO, a independência do poder judiciário , os julgamentos dos presos políticos saharauis e o papel da comunidade Saharaui na diáspora.

Esta conferência teve lugar apenas um dia após as eleições nacionais da África do Sul, que tem um papel determinante no seio das Nações Unidas para que a questão do Sahara Ocidental não seja esquecida.

Em Abril, a Conferência Internacional de Solidariedade da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) com o Povo Saharaui e o seu direito à autodeterminação, organizado pelo Governo sul-africano, contou com a participação de dezenas de representantes dos Estados africanos ao mais alto nível, bem como de organizações e activistas dos direitos humanos. Este evento demonstrou o compromisso real dos países da SADC na descolonização final do Continente Africano.

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