Julgamento contra Nazha Khatari El-Khalidi adiado para 24 de junho

PUSL, 20 de maio de 2019 .- De acordo com as informações da Equipe Media, o julgamento da activista saharaui e jornalista da Equipe Media, Nazha Khatari El-Khalidi, foi adiado para 24 de Junho.

O adiamento do processo contra El Khalidi foi justificado pelo tribunal com a necessidade de inspecionar mais pormenorizadamente o conteúdo do telemóvel de El Khalidi que foi confiscado pela polícia no início de dezembro do ano passado.

El Khalidi enfrenta graves acusações por filmar uma manifestação pacífica de cidadãos saharauis nas ruas de El-Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupado pelo Reino de Marrocos desde 1975.

No contexto do mesmo processo judicial, em 19 de maio, as forças de ocupação marroquinas expulsaram sete observadores internacionais que pretendiam comparecer ao julgamento. Os cinco advogados espanhóis e dois membros noruegueses da Fundação RAFTO que pretendiam observar os procedimentos do julgamento foram expulsos sem qualquer outra justificação “que é proibido entrar no Sahara Ocidental” no controlo fronteiriço no aeroporto de El Aaiun pelas autoridades marroquinas.

Esta decisão apenas intensificou a atmosfera de tensão e concentrou o foco da comunidade internacional nas constantes violações dos direitos humanos sofridos pela população civil saharaui que vive sob o jugo do regime marroquino. Diversas organizações internacionais denunciaram acusações falsas e julgamentos injustos, bem como detenções arbitrárias e torturas de saharauis. A Amnistia Internacional, a Human Rights Watch, a Organização Mundial Contra a Tortura, a Front Line Defenders, mas também os Mecanismos de Direitos Humanos das Nações Unidas têm vindo a denunciar as violações dos direitos humanos da população saharaui nos territórios ocupados às mãos do ocupante marroquino.

Em abril passado, o relatório do Secretário-Geral da ONU sobre a situação do Sahara Ocidental e as violações dos direitos humanos nos territórios ocupados abordou a expulsão ou negação de acesso de defensores de direitos humanos, observadores, advogados e representantes de organizações não governamentais internacionais ao território do Sahara Ocidental pelas autoridades marroquinas.

De acordo com a Equipe Media, a decisão de adiar o julgamento pelo tribunal foi tomada num ambiente muito tenso, com fortes medidas de segurança e um grande número de policias e outras forças de segurança pública que vigiavam o tribunal.

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