Activistas saharauis que foram brutalmente espancados presentes em tribunal

PUSL.- Os três activistas que as autoridades marroquinas espancaram brutalmente na recepção do preso político e jornalista Salah Lebsir, que foi libertado a 7 de Junho, foram detidos e presentes a tribunal.

Após a intervenção brutal em Smara Salik Mubarak Abdi e Walid al-Salik Albatal foram transferidos ontem 10 de Junho para a cidade de El Aaiun e presentes ao tribunal de recurso ao juiz de instrução.

Ali Al-Taluki foi presente ao tribunal de Smara no mesmo dia.

Salik Mubarak Abdi e Walid al-Salik Albatal encontram-se agora detidos na prisão negra de El Aaiun nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Segundo várias fontes os três activistas cujo ataque foi filmado encontram-se em estado de saúde grave e foram posteriormente torturados pelas autoridades marroquinas.

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JOVEM SAHARAUI IMPEDIDO DE TRATAMENTO MÉDICO E DETIDO PELAS AUTORIDADES MARROQUINAS

PUSL.- Segundo ativistas saharauis dos direitos humanos, as autoridades de ocupação marroquinas prenderam Eyub Ali Buyema, um jovem saharaui no aeroporto de Casablanca para impedi-lo de viajar para tratamento médico hoje para Argel e deteve-o.

Autoridades de ocupação marroquinas prenderam Eyub Ali Buyema no aeroporto de Casablanca quando ele estava a caminho de Argel para receber tratamento médico para os ferimentos que resultaram de um ataque intencional de um carro da polícia que o atropelou em 2018.

O jovem e a sua mãe foram surpreendidos pelas autoridades marroquinas no aeroporto quando estas alegaram que o jovem saharaui tinha um mandado de captura pendente desde 2016.

Esta alegação é fabricada pelas autoridades de ocupação, já que se isso fosse verdade, teriam tido muitas oportunidades de o deter uma vez que ele passou várias semanas no hospital em junho de 2018. O mandado de prisão teria que ter sido emitido quando ele tinha 16 anos de idade e a incapacidade das autoridades marroquinas para encontrar um estudante em El Aaiun por dois anos não é de todo credível.

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JULGAMENTO DE AMAADOUR PRISIONEIRO POLÍTICO SAHARAUI APRESENTADO AO TRIBUNAL, JULGAMENTO ADIADO

PUSL.- O preso político saharaui Lahoucine Amaadour (nome saharaui Husein Bachir Brahim) foi presenta a tribunal em Marraquexe hoje, 11 de Junho, mas o julgamento foi adiado pela segunda vez. O julgamento está agora agendado para o dia 25 de junho. Portanto, Amaadour ficará detido arbitrariamente por 161 dias.

Terça-feira 16 de abril, após 90 dias de detenção arbitrária (prazo máximo de detenção sem julgamento) o julgamento foi adiado uma vez que o tribunal não informou o advogado de defesa, que por essa razão, não compareceu e o julgamento foi adiado para hoje 11 de junho.

O “esquecimento” do tribunal em convocar o advogado de defesa fez com que Amaadour permanecera detido por 147 dias em detenção preventiva, o que é ilegal.

Uma manobra frequentemente utilizada quando se trata de presos políticos saharauis cujos julgamentos são adiados consecutivamente, prolongando assim o período de prisão preventiva para além do tempo permitido por lei.

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Repórteres Sem Fronteiras denuncia a implacável perseguição marroquina aos jornalistas saharauis

  • RSF exige que Marrocos permita que a imprensa internacional entre no Sahara Ocidental
  • Insta o Governo marroquino a garantir processos judiciais justos para os jornalistas saharauis e o respeito pela sua integridade física e psicológica;
  • O exercício do jornalismo na ex-colônia espanhola é um “ato de heroísmo” e os seus protagonistas pagam com detenções arbitrárias, perseguição às suas famílias, tortura, sentenças injustas e prisão
  • Repórteres SF pede a Espanha e a França para quebrar o seu habitual “silêncio cúmplice” com Marrocos

Alfonso Lafarga / Contramutis .- Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denuncia a perseguição sofrida por jornalistas saharauis por Marrocos, que manipula com “mão de ferro” a informação no Sahara Ocidental, pune “implacavelmente” o exercício do jornalismo local e bloqueia o acesso dos meios de comunicação estrangeiros.

A RSF exige que Marrocos permita que a imprensa internacional entre no Sahara Ocidental, com liberdade de movimento pelo território, e ponha fim à expulsão de jornalistas, exortando o Governo marroquino a garantir processos judiciais justos para os jornalistas saharauis presos, e que as demandas da ONU em relação à sua libertação devem ser atendidas. Read more

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