Saadoni, preso politico saharaui transferido para Bouzakarn e colocado em isolamento

PUSL.- Ali Saadoni, preso politico saharaui, foi transferido ontem às 3h00 da madrugada da prisão de El Aaiun no Sahara Ocidental ocupado para a prisão de Bouzakarn em Marrocos.

Segundo a nossa fonte o preso politico estava em estado grave de saúde e num estado geral miserável.

Ao chegar a Bouzakarn foi colocado de imediato em isolamento.

A 29 de Abril passado o ativista Saharaui Ali Saadoni foi condenado a 7 meses de prisão e uma multa de 5000 Dirham (480Euros).

O acesso ao julgamento foi restrito, assistindo a mãe e irmã de Saadoni mas os ativistas saharauis foram impedidos de entrar assim como o tradutor de dois advogados espanhóis acreditados pelo conselho de advocacia espanhola.

O advogado de defesa denunciou as várias violações dos procedimentos processuais e afirma que não se tratou de um julgamento com as garantias necessárias para que se possa considerar um julgamento justo e imparcial.

Saadoni denunciou mais uma vez que foi vitima de tortura e maus tratos pelas autoridades marroquinas e negou todas as acusações.

Saadoni foi detido por içar bandeiras da RASD (República Árabe Saharaui Democrática) e defender a autodeterminação do Sahara Ocidental de acordo com as resoluções das Nações Unidas, tendo sido posteriormente acusado de posse de droga e outras acusações falsas.

Ali Saadoni é um conhecido activista, que já passou por inúmeras detenções e uma condenação de mais de 2 anos. Os maus tratos a que foi sujeito durante a ultima detenção levaram o saharaui a coser a boca em protesto exigindo um tratamento humano.

Os presos políticos saharauis, estão encarcerados o mínimo de tempo possível nos territórios ocupados e assim que possível transferidos para prisões em Marrocos.

Estas transferências violam o Direito Internacional Humanitário e a Convenção de Ginebra.

Marrocos continua impunemente a torturar e sequestrar todos os saharauis que sejam conhecidos pelo seu activismo não violento contra a ocupação ilegal do território e pela aplicação das resoluções das Nações Unidas.

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