Autoridades marroquinas invadiram a oração fúnebre do conhecido rapper saharaui FLITOX

PUSL.- Sexta-feira, 28 de junho, as autoridades marroquinas invadiram a mesquita de El Aaiun, no Sahara Ocidental ocupado, para impedir que a população saharaui participasse nas orações fúnebres de Said Uld Lili.

Said Lili, era um rapper saharaui conhecido como FLITOX, as suas canções defendiam a independência do Sahara Ocidental e ele participou num documentário sobre a realidade da ocupação ilegal do Sahara Ocidental por Marrocos.

Lili morreu no domingo, 23 de junho, numa tentativa de emigrar para as Ilhas Canárias com um grupo de 36 pessoas numa pequena embarcação. 20 outros companheiros de viagem morreram nesta tentativa. A sua morte e dos seus companheiros de barco ocorreu em circunstâncias misteriosas e nenhuma investigação foi iniciada.

A mesquita onde se realizou o memorial fúnebre está localizada em frente à sede da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental). As autoridades marroquinas não querem que a Missão das Nações Unidas testemunhe qualquer reunião da população saharaui e, por isso, invadiu a mesquita com uma unidade paramilitar. Do lado de fora, um número impressionante de policiais uniformizados e á paisana cercou a área para impedir qualquer manifestação. A família foi forçada pelas autoridades de ocupação a mudar o memorial fúnebre para outra mesquita, chamada Dweirat.

O funeral aconteceu a 40 km a norte de El Aaiun e embora as autoridades marroquinas estivessem sempre presentes, Said foi enterrado com uma bandeira saharaui e as pessoas presentes no funeral acenaram bandeiras saharauis e entoaram as palavras de ordem da independência, exigindo a retirada imediata da ocupação marroquina do território e denunciando os crimes cometidos pelo regime de Mohamed VI.

Ayúdanos a difundir >>>