Na quinta-feira realizou-se uma Sessão informativa sobre a situação actual do Sahara Ocidental na Associação José Afonso em Lisboa

PUSL.- A sessão organizada pela delegação da Frente Polisario em Portugal contou com a presença de representantes de organizações não governamentais, organizações religiosas, organizações de emigrantes, representantes de partidos políticos, estudantes, académicos e a representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem de Advogados.

Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso abriu a Sessão recordando a solidariedade de Zeca Afonso e o empenho na oposição ao colonialismo.

Mohamed Fadel, delegado da Frente Polisario em Portugal, fez uma apresentação sobre a situação actual do conflito, enfocando as decisões do Tribunal de Justiça da União Europeia, a recente demissão de Horst Koehler enviado pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas e a participação na União Africana e o seu posicionamento.

As dificuldades com que se debatem os saharauis nos campos de refugiados no sul da Argélia e os sucessivos cortes na ajuda humanitária foram também abordados e do conhecimento de muitos dos participantes que já visitaram e testemunharam a situação dos refugiados saharauis.

As perspectivas futuros, o actual status quo e o compromisso claro da população saharaui com a defesa da sua pátria e luta pela independência , foram claramente explicados pelo delegado da Frente Polisario.

Isabel Lourenço apresentou a situação actual vivida nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, a repressão diária que sofre a população saharauis às mãos do ocupante marroquino e o sistema de apartheid social, politico e económico implantado.

As torturas, sequestros, detenções arbitrárias dos saharauis assim como os julgamentos injustos e a situação dos presos políticos com especial menção ao Grupo de Gdeim Izik, Salek Lassiri e Mohamed El Hafed Iazza (presos com condenações de 15 a prisão perpétua) foram também explicados pela activista de direitos Humanos.

A situação das crianças e jovens nos territórios ocupados, e os dados recolhidos nos últimos 5 anos que estão agora disponíveis num relatório publico de Isabel Lourenço também foram apresentados.

Os participantes mostraram a sua solidariedade e foram anunciadas várias propostas de trabalho, tendo sido referida a necessidade de uma maior divulgação do conflito por todas as organizações e pressão junto dos organismos competentes tanto a nível nacional como internacional.

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