Iniciou-se a Maratona de Paris – Bruxelas pela liberdade dos presos políticos saharauis

PUSL.- Na manhã de sexta-feira, 1 de novembro, os atletas Juan Manuel Sánchez Falcón, Miguel Ángel Sánchez Falcón, José Tejero Jarana e José Domingo Bellido Bernal de Lebrija, Pepe Pérez Benítez de Carrión e Ramón Silverio Martínez Becerra partiram de Sevilha para Paris, onde se juntaram ao residente saharaui em França Adel Abdeslam Ahmed para participar na maratona Paris – Bruxelas pela liberdade dos presos políticos saharauis.

Ao chegar ao aeroporto de Orly, em Paris, foram recebidos por representantes e membros da diáspora saharaui em França e Isabel Lourenço em nome de porunsaharalibre.org (PUSL).

No início da tarde, participaram numa manifestação na Place Saint Michel, que teve uma grande participação de membros da diáspora saharaui e simpatizantes da causa do povo saharaui, bem como de vários deputados da Assembleia Nacional Francesa, Jean Paul Lecoc do Partido Comunista Francês, a advogada dos presos politicos de Gdeim Izik Maitre Olfa Ouled e a ativista portuguesa de direitos humanos Isabel Lourenço por porunsaharalibre.org (PUSL).

Após a demonstração, começou a maratona, que percorrerá os 284 km entre a capital francesa de Bruxelas em quatro dias.

O início desta estafeta em Paris visa tornar visível o conflito no país que mais apoiou Marrocos na ocupação ilegal do território, evitando a realização do referendo de autodeterminação acordado entre as partes em 1991, sob os auspícios das Nações Unidas. O ponto de chegada ao Parlamento Europeu em Bruxelas é feito para alertar os eurodeputados sobre o sofrimento deste povo e a cumplicidade da União Europeia, negligenciando as sentenças sucessivas do Tribunal de Justiça da União Europeia que confirmam que Marrocos não tem soberania sobre o Sahara Ocidental. Mas também para dar voz aos presos políticos saharauis vítimas de tortura nas mãos do ocupante marroquino que recebeu e recebe, da União Europeia, dezenas de milhões de euros com o pretexto da “melhoria no domínio dos direitos humanos” .

Ao chegarem a Bruxelas, irão reunir com diferentes eurodeputados, a quem apresentarão as suas reivindicações em favor dos presos políticos saharauis.

Paralelamente a esta maratona, os presos políticos de Gdeim Izik nas prisões marroquinas iniciaram uma greve de fome em gratidão e solidariedade com os atletas participantes.

A comunidade saharaui em França e na Bélgica decidiu homenagear Paco Sánchez Falcon, um ativista pró-saharaui que morreu repentinamente em março passado e participou em várias edições da Maratona do Sahara realizada nos campos de refugiados saharauis.

A organização deste evento desportivo de solidariedade, que representará o longo caminho para a liberdade por 4 dias, é realizada pela Comunidade saharaui em França e Bélgica, com o apoio do Município de Lebrija, a empresa Alma Centro Deportivo, a Plataforma de Solidaridad de Lebrija e o site porunsaharalibre.org (PUSL).

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