Tribunal da ocupação marroquina emite sentenças injustas contra um grupo de ativistas saharauis

PUSL.- A segunda câmara do Tribunal de Recurso na cidade ocupada de El Aaiun na terça-feira, 5 de novembro de 2019, proferiu duras sentenças a um grupo de ativistas saharauis que foram presos em conexão com as comemorações da vitória da Argélia na Copa da África de 19 de julho de 2019.

As sentenças impostas ontem variaram de seis meses a um ano. Os veredictos foram os seguintes: Hafez al-Hassan al-Habib, Kai Dahi al-Hadik, Mohamed Ali Sidi Tlemizi, Rugbi Sayed El Yazid e Salik Najem Ibrahim receberam uma sentença de um ano, Sufian Hassan Salik, Jalil Arbi Mahdi, Abdelrahman Mohammed Laroussi e Hafiz Mohammed Sofi, uma sentença de seis meses.

Vários outros participantes das comemorações da vitória da Argélia estão na mira da polícia, que detém diariamente pessoas que foram filmadas pelas autoridades marroquinas em 19 de julho de 2019.

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A 6 DE NOVEMBRO DE 1975, O REI DE MARROCOS LANÇOU A MARCHA VERDE, CONHECIDA COMO A MARCHA NEGRA PARA OS SAHARAUIS

PUSL.- Com a marcha verde, o regime marroquino desviou a atenção da verdadeira invasão que começou alguns dias antes, a 31 de outubro, quando os tanques e o regimento blindado do exército marroquino invadiram o Sahara Ocidental, começando por Hauza e Djederia (Leste de Smara), destruindo, matando e sequestrando a população saharaui.

A Espanha,  tinha obrigações claras enquanto metrópole e, de acordo com o direito internacional, não as cumpriu. A atitude da Espanha e a sua falta de dignidade foi uma traição para o povo saharaui que ainda hoje sofre com ocupação e exílio. (veja aqui)

44 anos passaram, 16 anos de guerra e 28 anos de assinatura do acordo de cessar fogo, mas o povo Saharaui continua à espera que a Comunidade Internacional obrigue Marrocos a honrar o acordo que previa a realização do referendo em 1992.
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