Julgamento da activista saharaui Mahfouda Lefkir adiado para dia 27, casa da familia sob cerco

PUSL.- Mahfouda Lefkir foi hoje presente de novo a tribunal. O pedido do advogado defesa Dr. Erguibi de liberdade condicional foi recusado pelo procurador do rei. O julgamento foi adiado para dia 27 de Novembro.

Mahfouda está em estado de saúde alarmante com complicações neurológicas que se agravaram após ter sido agredida no passado dia 15 de Novembro quando foi detida na sala de tribunal de El Aaiun.
A recusa por parte das autoridades marroquinas a deixar a família entregar os medicamentos que Mahfouda tem que tomar diariamente e o facto de a terem injectado com um calmante sem saberem o seu historial médico é particularmente alarmante.

Antes de ter ido ao tribunal hoje às 13h00 o pai teve autorização para falar com ela escassos minutos. Mahfouda disse que quando foi atacada pela polícia bateu com a cabeça no chão e que continua com tonturas.

A jovem mãe terá que aguarda o julgamento na prisão negra de El Aaiun. Desde esta tarde a casa da família de Mahfouda encontra-se sob um cerco de todas as forças de ocupação marroquinas. A tensão em El Aaiun está a subir, as autoridades marroquinas estão a reforçar o contingente e meios de repressão na cidade.

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Comunidade e associações saharauis em França e Bélgica enviam carta a Morgherini sobre a detenção arbitrária da activista saharaui Mahfouda Lefkir

À Sra. Federica Mogherini
Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança

Nós, o coletivo de associações saharauis em França e na Bélgica, tomamos conhecimento que a ativista Mahfouda Lefkir foi presa na sexta-feira, 15 de novembro de 2019 pelas autoridades de ocupação marroquinas , enquanto assistia ao julgamento do seu primo Mansour Othman, de 15 anos. condenado a 1 mês de prisão. Mansour foi preso no dia 28 de outubro e acusado de ter participado das comemorações da vitória da equipe argelina na Copa da África.

A jovem mãe, membro da associação “Coordenação de Gdeim Izik” e da Associação Marroquina de Direitos Humanos, foi presa na sala do tribunal de El Aaiún sob o pretexto de “agredir um funcionário” quando indagou sobre o caso do seu primo.

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