AFCON – Boicotes e protestos contra a Copa das Nações Africanas de Futsal Marrocos 2020 a ter lugar no Sahara Ocidental ocupado

PUSL.- A Copa das Nações Africanas de Futsal Marrocos 2020, que será realizada de 28 de janeiro a 7 de fevereiro em El Aaiun, capital do Sahara Ocidental ocupado, foi alvo de boicote e protestos da África do Sul e da Argélia.

A AFCON decidiu ignorar o artigo 6 dos Princípios Fundamentais do Olimpismo, Direito Internacional, Direito Internacional Humanitário e o ato constitutivo da União Africana, a fim de permitir a Moroccos sediar a Copa das Nações Africanas de Futsal no território não autônomo do Sahara Ocidental que ocupa ilegalmente desde 1975 e está na lista de descolonização da 4a Comissão das Nações Unidas.

A seleção sul-africana anunciou que não participará na Copa das Nações Africanas de 2020 (CAN) em El Aaiun, no Sahara Ocidental, de 28 de janeiro a 7 de fevereiro.

É um boicote com conotações diplomáticas.

É a própria Federação de Futebol da África do Sul (SAFA) que anunciou o boicote da sua equipe nacional de futsal ao CAN 2020. O órgão desportivo explica essa decisão pelo facto de “Marrocos persistir na organização do torneio em El Aaiun, localizado no Sahara Ocidental disputado “.

A SAFA salienta que está ciente das consequências desse boicote. “Estamos cientes do risco de uma multa imposta pela CAF e de outras repercussões após a nossa decisão”, afirmou o comunicado de imprensa.

Os regulamentos da Confederação Africana de Futebol são claros. Qualquer abandono no inicio de uma competição é sinónimo de suspensão nas próximas duas edições.

A Federação de Futebol da Argélia (FAF) enviou uma carta ao Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), na qual denuncia e se opõe à domiciliação do CAN Futsal 2020 por Marrocos na cidade ocupada de El Aaiun, que é parte do território da República Árabe Saharaui Democrática (RASD).

A FAF também informou que não participará nas festividades do 63º aniversário (no próximo dia 8 de fevereiro) da CAF, caso seja convidada, à margem da reunião do Comité Executivo do órgão do futebol africano.

A SAFA recorda que vale lembrar que a CAF sempre esteve na vanguarda dos valores universais e lutou bravamente contra todas as formas de colonização, começando com o regime do apartheid na África do Sul.

Com esta decisão, com conotação política, a FAF considera que esse evento defende a divisão dentro da família CAF.

Finalmente, a FAF solicita que a domiciliação dos eventos citados acima na cidade ocupada de El Aaiun seja reconsiderada, de modo a não endossar a política do facto consumado, e reitera a sua posição perfeita sempre em consonância com as virtudes que a Argélia tem sempre defendido.

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