Corrida frenética de Marrocos aproveitando vazio da ONU

PUSL/Jornal Tornado.- Nos últimos meses Marrocos acelerou o passo na “legitimação farsa” da soberania sobre o Sahara Ocidental. Uma manobra para consumo interno num panorama de revolta e contestação de uma parte significativa da população marroquina onde a “marroquinidade do Sahara” é um dos pilares e linhas vermelhas do Mahjzen (estado dentro do estado) e do Rei Alauita, Mohamed VI, e onde a ocupação ilegal do Sahara Ocidental serve de “distração” e demonstração de poder e força

Após os acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia que reafirmam que Marrocos não tem qualquer soberania sobre o Sahara Ocidental, e as várias medidas urgentes indicadas pelo Comité Contra a Tortura relativas a presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik pedindo a sua libertação e opiniões dos vários mecanismos das Nações Unidas sobre a violação de Direitos Humanos no Sahara Ocidental, Marrocos contra-ataca como um animal ferido.

Acelera os acordos comerciais e o “greenwashing” com empresas supostamente “verdes” nos territórios ocupados, a oferta turística em Dakhla, a realização de eventos desportivos internacionais desportivos e finalmente a abertura de consulados de países africanos após terem recebido “ajuda financeira” de Marrocos.

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