Omeima Abdeslam: “A sensibilização e consciencialização das Nações Unidas e seus membros para a resolução do conflito”

12803992_1324934034189604_737663452_nFonte: porunsaharalibre.org – 3 de março de 2016

De 29 fevereiro a 24 março realiza-se a XXXI Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, Suíça. A presença saharaui nestas sessões tem sido uma constante nos últimos anos, levando a cabo um grande trabalho de informação e diplomacia.

Um dos membros da delegação saharaui que esteve presente nas últimas 4 edições das sessões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas é Omeima Abdeslam.

Omeima Abdeslam é a atual representante da Frente Polisario na Suíça e nas Nações Unidas em Genebra, diplomata saharaui que estudou em Cuba, com uma longa experiência no movimento associativo nos acampamentos de refugiados, fala quatro idiomas e é um exemplo de participação ativa das mulheres em lugares de responsabilidade da RASD.

De porunsaharalibre.org contactamos a Sra. Abdeslam para nos dar a sua opinião sobre o desenvolvimento das sessões e que as esperanças depositadas nelas pelo povo saharaui.

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IU envia seu apoio e solidariedade aos presos saharauis de Gdeim Izik durante sua greve de fome por tempo indeterminado

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Bruxelas, 02 de março de 2016

A eurodeputada da Esquerda Unida Paloma Lopez manifestou o seu “apoio e solidariedade” com os presos saharauis de Gdeim Izik, que cinco anos e meio após a sua detenção arbitrária pelas autoridades marroquinas na sequência do assalto ao acampamento Dignidade, deram início a um greve de fome indefinida para denunciar “as condições brutais de sua prisão e reivindicar  a sua liberdade e a do seu povo.”

“Os prisioneiros de Gdeim Izik foram condenados a penas de prisão que variam de 20 anos de prisão à prisão perpétua por um tribunal militar marroquino, ocupando o que é proibido pela 4a Convenção de Genebra e à Constituição do Reino Marrocos “, disse Lopez, que recordou que “os 23 ativistas que permanecem na prisão, hoje, a milhares de quilómetros do Sahara Ocidental “, o que representa “sofrimento adicional para as suas famílias “.

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Marrocos boicota a visita de Ban Ki Moon ao Sahara

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Fonte: diario16.com – por Alfonso Lafarga

O Secretário-Geral Ban Ki-moon vai viajar durante a primeira semana de Março ao Sahara Ocidental para tentar desbloquear um conflito que dura há quarenta anos, mas sem ser capaz de incluir na sua ronda  os territórios ocupados por Marrocos, como  fizeram nos seus mandatos secretários gerais das Nações Unidas,  Boutros-Ghali, e Kofi Annan. Em vez disso, ele irá ao território  libertado pela Frente Polisario.

Por fim irá realizar-se a tão esperado e repetidamente adiada visita do Secretário-Geral da ONU a esta zona, embora ele não irá nem a Marrocos nem aos territórios ocupados do Sahara Ocidental face à oposição das autoridades marroquinas. O próprio Secretário-Geral da Polisário e presidente da República Saharauí Árabe Democrática (RASD), Mohamed Abdelaziz, pediu em junho de 2013 a Ban Ki-moon, para ir à região durante o encontro realizado na sede das Nações Unidas.

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Mohamed Abdelaziz apelou à ONU para que investigue a morte do cidadão saharaui Yuli Achmad Abad

rais-ban_1_1Bir Lahlou, 29/02/16 (SPS)

O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisário, Mohamed Abdelaziz pediu na segunda-feira a Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, que seja investigada a morte do cidadão saharaui Achmad Abad Yuli que ocorreu enuma zona desmilitarizada.

“O crime cometido este sábado pelas forças da ocupação marroquinas, contra um cidadão saharaui inocente, numa área que está sob a responsabilidade das Nações Unidas constitui um acto criminoso hediondo e salienta a necessidade de tomar medidas firmes e severas para lidar com tais atrocidades” assinala Abdelaziz ao secretário-geral da ONU.

O Presidente recordou que a ONU é o principal responsável por assegurar o cumprimento do plano da resolução das Nações Unidas no Sahara Ocidental, em todos os seus aspectos, incluindo o cessar-fogo, assinado sob a sua supervisão em 6 de setembro de 1991, em preparação para a organização de um referendo de autodeterminação do povo saharaui.

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Comunicado do grupo de presos de Gdaim Izik

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29 de fevereiro, 2016 – porunsaharalibre

Os presos de Gdaim Izik iniciam uma greve de fome indeterminada amanhã dia 1 de Março.

Comunicado da Comissão de greve

Greve de fome de tempo indeterminado dos prisioneiros de Gdeim Izik com inicio a 1 de março de 2016

Prisão Salé-Rabat

“O campo em que a liberdade sempre foi conhecida, (…) é no domínio da política e não no da interioridade ou da vontade. A liberdade não é fazer o que eu desejo, mas sim iniciar uma ação com coragem. Hannah ARENDT em “A Crise da Cultura” em 1974.

Passados 5 anos e meio de prisão arbitrária e do julgamento ilegal, pelo tribunal militar das Forças Armadas Reais marroquinas, de 17 de fevereiro de 2013, que nos condenou a penas que variam de 20 anos à prisão perpetua e que são a expressão da vingança do Estado marroquino contra a nossa luta pacífica pela liberdade, iniciamos uma greve de fome por tempo indeterminado para:

-Chamar a atenção da ONU e do SG das Nações Unidas para a nossa situação, a própria ONU reconheceu que a detenção é arbitrária (ver Relatório 2014 do Relator Especial para a detenção arbitrária). A visita de Ban Ki-Moon nestes dias aos acampamentos de Tindouf é uma oportunidade para a Frente Polisário discutir a nossa situação e a de todos os presos políticos saharauis em Marrocos e no Sahara Ocidental ocupado.

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Os refugiados que já cá estavam

Pasaporte emitido por la ONU unicamente a los que tienen reconocido el estatuto de refugiado

Por Isabel Lourenço  (porunsaharalibre.org)

Deambulam pela Europa e outros continentes, filhos e filhas da nuvens que se encontram numa situação única no mundo.

Chamam-lhes os filhos das nuvens, saharauis, nómadas de génese, porque durante séculos seguiam as nuvens no deserto do Sahara procurando pasto e água para os camelos e cabras.

Passados 40 anos de uma ocupação feroz e sanguinária do Reino de Marrocos do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola, conhecida como província 53, o Sahara Ocidental continua na lista de países da 4a Comissão para a Descolonização, é a última colónia de África. O referendo de autodeterminação é continuamente adiado por imposição de Marrocos e o povo saharaui separado e isolado pelo maior muro de separação do mundo com 2720km, mais de 150mil soldados marroquinos e um arsenal de guerra impressionante originário de países como Israel e Emirados Árabes.

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