A estranha ofensiva de Mohammed VI. Após a ONU, Marrocos em confronto com a Tunísia e os EUA

Mohammed VI

23 de maio de 2016 por porunsaharalibre

Por: Abla Cherif – Argel (Le Soir dAlgerie.com) – Tradução: Poemario para Sahara Libre/porunsaharalibre, 21/05/2016

O rei de Marrocos decidiu saltar de cabeça numa estratégia de confronto de resultado incerto. Alarmados com a perspectiva de perder a batalha do Sahara Ocidental, cruza espadas, por vezes violentamente, com qualquer um que contradiz ou possa contradizer a sua lógica.

Mohammed VI não hesitou em participar numa primeira guerra contra as Nações Unidas e, em seguida, contra instituições norte-americanas acusando-as de terem mudado o curso do seu posicionamento no conflito do Sahara Ocidental. Os últimos dias mostraram também a lógica louca em que o monarca embarcou através das reações que se seguiram à publicação de um relatório do Departamento de Estado dos EUA, onde eram denunciados os graves abusos dos direitos humanos neste país. Este documento, publicado anualmente, a instituição sugere a persistência de problemas como a corrupção, o uso quase sistemático da força, tortura e condições de detenção miseráveis em prisões marroquinas. O mesmo relatório indica que a justiça marroquina, por vezes, “carece de independência e o direito do acusado a um julgamento justo (…) o governo marroquino, por outro lado viola as liberdades de expressão e de imprensa através de perseguição e detenção de jornalistas seu trabalho sobre temas considerados sensíveis. “Foi o suficiente para que o rei gritasse “manipulação”. Read more

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ONU fecha um posto militar no Sahara por exigência de Marrocos

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Fonte: eldiario.es

A ONU anunciou hoje que, a pedido de Marrocos, foi fechada a instalação da missão no Sahara Ocidental (MINURSO) que fazia ligação militar, em Dakhla no sul da antiga colónia espanhola.

De acordo com a Organização das Nações Unidas durante o fim de semana ,Rabat pediu à MINURSO o encerramento desse escritório dentro de 72 horas poucos depois dias após a partida de grande parte do pessoal civil da missão, no meio de um confronto com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

Um porta-voz de Ban anunciou hoje que o encerramento do escritório em Dakhla foi concluído na segunda-feira e disse que os três observadores militares estacionados nesse local foram transferidos para outra instalação da missão.

“O pedido de Marrocos para fechar o gabinete de ligação em Dakhla é a primeira que aborda diretamente o componente militar” da MINURSO, lembrou o porta-voz Farhan Haq durante uma conferência de imprensa.

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ONU acusa Marrocos pelas ações em relação à missão no Sahara Ocidental, e diz que Conselho de Segurança deve intervir

F12790853_1339880922694915_6250195209897043833_nonte: THE ASSOCIATED PRESS,  21 de março de 2016

NAÇÕES UNIDAS – A ONU acusa Marrocos de violar a Carta da ONU ao ordenar a retirada de civis da ONU a da missão de paz no Sahara Ocidental, território disputado, e diz que o Conselho de Segurança deve agir.

O vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq, advertiu segunda-feira que, sem uma força de paz efetiva, existe o risco de um retorno a um aumento de tensões “e até conflitos.”

Marrocos ordenou a saída a 84 civis da missão da ONU . Haq diz que 11 dessas pessoas já não estavam a trabalhar na missão. Dos restantes 73, 72 sairam do território e um permanece por razões médicas.

Haq diz que Marrocos também ordenou a ONU a fechar o seu escritório militar em Dakhla.

Marrocos está irritado como recente comentário secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a “ocupação” do território, território esse que Marrocos reclama.

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Declaração Jira Bulahi, representante saharaui para Espanha, “se a MINURSO abandona o Sahara, isso será um apelo  à guerra”

La nueva delegada saharaui para España, Jira Bulahe, tras la entrevista con cuartopoder.es. / Sato Díaz

Fonte: Delegação Saharaui em Espanha, Madrid, 19 de março de 2016

“Se a missão das Nações Unidas sai do Sahara Ocidental será uma chamada para a guerra”, disse  Jira Bulahi Bad,  delegada da Frente Polisário em Espanha.

Perante a retirada de 84 membros da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) solicitada pelo governo marroquino, o que comprometeria a sua operação como têm reconhecido a ONU, a delegada da Frente Polisário disse que “é um sinal dos ataques de Rabat às Nações Unidas, e demonstra a sua falta de vontade em encontrar uma solução para o conflito que existe no Sahara Ocidental “.

“A atitude de Marrocos com as suas ameaças às Nações Unidas e os ataques ao seu secretário-geral, Ban Ki-moon representam um desprezo pela comunidade internacional e seus esforços para encontrar uma solução para o conflito, aumentando a tensão naquela zona “, disse Jira Bulahi Bad.

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