Presos políticos saharauis do Grupo Gdeim Izik continuam vitimas de negligência médica e isolamento

PUSL / Jornal Tornado.- Os 19 presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik continuam a ser vítimas de abusos, maus-tratos, tortura e negligência médica intencional por parte das autoridades marroquinas.

As represálias estão a piorar diariamente. A sra. Mangin, esposa do Sr. Asfari foi expulsa novamente depois de ter visitado apenas uma vez o marido após de 2 anos de proibição de entrar em Marrocos e uma greve de fome de 30 dias. Desta vez a Sra. Mangin não teve a oportunidade de ser acompanhada pelo CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos de Marrocos) a quem ela obviamente pediu ajuda antes de ir.

Marrocos ignora até ao momento as decisões das Nações Unidas , e os acordos e tratados assinados. No caso de Naama Asfari, apesar de uma carta do Comitê contra a Tortura das Nações Unidas (CAT) pedindo para parar quaisquer represálias contra Naama, a CNDH demonstrou a sua falta de poder, apesar da própria lei marroquina que, em teoria, deve aplicar o OPCAT (Protocolo Facultativo da Convenção contra a Tortura).

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Claude Mangin, esposa do preso político saharaui Naama Asfari, proibida de entrar em Marrocos para visitar o marido

PUSL.- Claude Mangin, cidadã francesa e esposa do preso político saharaui Naama Asfari, do grupo Gdeim Izik, foi hoje proibido de entrar em Marrocos para visitar o seu marido, que está a cumprir uma sentença de 30 anos na prisão de Kenitra, perto de Rabat.

Mangin foi forçada hoje pelas autoridades marroquinas a regressar a Paris do aeroporto de Casablanca após a sua chegada.

A cidadã francesa fez uma greve de fome de 30 dias em março-abril de 2018, a fim de forçar as autoridades francesas a intervir para que ela pudesse visitar o seu marido depois de ser impedida de entrar em Marrocos desde 2016.

Depois de ter obtido o compromisso do governo francês para mediar com as autoridades marroquinas sobre a retomada das visitas, ela foi autorizada a visitar o seu marido na prisão de Kenitra nos dias 14 e 15 de janeiro deste ano.

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Preso politico saharaui Mohamed Bourial suspende greve de fome após 30 dias

PUSL.- Mohamed Bourial que entrou em greve de fome no passado dia 20 de Março suspendeu a sua greve hoje no 30º dia.

O preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik está num estado de saúde alarmante e não teve qualquer tipo de assistência médica durante a greve de fome. Após a visita do Diretor da Prisão Tiflet2 e de um representante da DGAPR (Direção Geral da Administração das Penitenciarias e Reinserção Social) e a promessa que será transferido para uma prisão mais perto da sua família no verão, Mohamed Bourial suspendeu a sua greve de fome.

Mohamed Bourial que tem uma pena de 30 anos está em isolamento prolongado, é vitima de maus tratos e está na Prisão Tiflet2 em Marrocos a mais de 1300km da sua família que reside em El Aaiun, Sahara Ocidental. Read more

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25º dia de greve de fome de Mohamed Bourial preso politico de Gdeim Izik

PUSL.- Mohamed Bourial preso politico saharaui do grupo Gdeim Izik entrou hoje no 25º dia de greve de fome que iniciou no passado dia 20 de Março.

Segundo informações da família Bourial encontra-se num estado de debilidade.

Não teve visita de nenhum médico e nem a administração nem outras autoridades entraram em contacto com Bourial. Read more

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Família de BOURIAL, prisioneiro do grupo GDEIM IZIK em protesto

PUSL.- Ontem 31 de Março ao final da tarde a Família de Mohamed Bourial, preso politico saharaui em greve de fome organizou um protesto não violento em El Aaiun.

A família quis assim expressar o seu apoio a Bourial e denunciar a situação em que se encontram os presos políticos do grupo de Gdeim Izik.

Na casa da Família os manifestantes começaram a organizar-se a meio da tarde, preparando os cartazes e bandeiras saharauis. A policia de ocupação marroquina de imediato cercou a casa impedindo a saída dos manifestantes como se pode ver no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=43YMEdmehBg Read more

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Comunicado da família do Sr. BOURIAL, prisioneiro do grupo conhecido como GDEIM IZIK

PUSL.-O Sr. Mohamed Bourial está preso em Marrocos desde 2010, após o desmantelamento do chamado acampamento Gdeim Izik. Foi condenado a 30 anos na ausência de qualquer outra prova além das confissões extraídas sob tortura.

Apesar dos seus pedidos para investigar a tortura que sofreu, o Reino do Marrocos nunca realizou uma investigação imparcial, nem interrompeu o tratamento cruel e desumano contra ele. Esses maus tratos continuaram depois a sua transferência para a prisão de Tiflet2 – em março de 2018 -, na qual ele se encontra agoraem isolamento, privado de visita, em estado precário de saúde e sem nenhum tipo de atenção médica. É neste contexto que ele mandatou através da sua família a sua advogada a apresentar uma comunicação ao Comitê contra a Tortura da ONU em novembro de 2018.

Para que a situação evolua, Mohamed decidiu iniciar uma greve de fome com a principal exigência de proteção das mais altas autoridades internacionais contra qualquer forma de tortura ou tratamento desumano. Read more

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Mohamed Bourial, preso político saharaui inicia greve de fome

PUSL.- A família de Mohamed Bourial informou que este preso político do grupo Gdeim Izik iniciou uma greve de fome hoje.

Mohamed Bourial detido em Tiflet2 exige que seja transferido para uma prisão perto da sua família em El Aaiun, respeito pelos seus direitos fundamentais, fim de todos os maus-tratos, do isolamento e atenção médica.

Em Tiflet2, os presos saharauis estão sujeitos a confinamento prolongado, assédio, maus-tratos e os seus direitos básicos não são respeitados. As Famílias confrontam-se com grande dificuldades para visitá-los uma vez que Tiflet fica a mais de 1300 km de El Aaiun.

Tiflet2 é conhecida como uma das piores prisões de Marrocos, onde muitos presos só saem de lá num caixão, muitas vezes referido como o Guantánamo de Marrocos. Read more

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Gdeim Izik – Abbahah, preso político saharaui recebeu ameaças de vida

Sidi Abdallahi AbahahPUSL.- De acordo com a informação da família de Sidi Abdallah Abbahah, o preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, foi objecto de assédio, de maus tratos, racismo e de ameaças de vida dos guardas da prisão de Tiflet2.

A advogada de Abbahah, Maître Ouled, apresentou em seu nome uma queixa ao Comitê das Nações Unidas contra a Tortura (CAT) no ano passado.

O CAT emitiu medidas provisórias urgentes em maio passado exigindo das autoridades marroquinas:

· Libertação do prisioneiro com vigilância;
· Acesso imediato a um médico de sua escolha;
· Fim imediato do isolamento.

Dez meses passaram e Marrocos não cumpriu as medidas provisórias até o momento. Read more

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Laaroussi, preso político saharaui transferido para Bouzakarn

PUSL.- Segundo a sua família, o preso político saharauí do grupo Gdeim Izik, Abdel Jalil Laaroussi, foi transferido no passado sábado, 10 de fevereiro, da prisão de El Arjat para a prisão de Bouzakarn.

Laaroussi, condenado à prisão perpétua, está em isolamento prolongado desde setembro de 2017.

As condições de saúde do presos político tem-se deteriorado desde a sua detenção em 2010.

A advogada de 18 dos 19 presos do grupo Gdeim Izik, Maitre Olfa Ouled, apresentou uma denúncia ao Comitê contra a Tortura da ONU  (CAT) de vários presos deste grupo, incluindo Abdel Jalil Laaroussi. A decisão final do CAT ainda não foi publicada.

A família pôde visitá-lo várias vezes esta semana, já que Bouzakarn está mais perto de El Aaiun. Read more

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Federica Morgherini responde a IU sobre situação dos presos políticos saharauis

PUSL .- Federica Morgherini, a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, respondeu por escrito às preguntas apresentadas pela eurodeputada espanhola, Paloma Lopez, da Izquierda Unida sobre a situação dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

Lopez tinha apresentado nos últimos meses de 2018 duas preguntas sobre a situação de risco em que se encontram os presos políticos saharauis detidos em Tiflet2, Marrocos.

Os 4 membros dos grupo Gdeim Izik encontram-se em confinamento prolongado há mais de um ano e têm sido vitimas de maus tratos e negligência médica intencional, realizaram várias greves de fome e o seu caso tem sido amplamente denunciado junto não só da União Europeia como também junto dos mecanismos das Nações Unidas. Read more

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