Mulheres Saharauis a personificação dos valores do 8 de março

PUSL.- A equipa do porunsaharalibre (PUSL) saúda todas as mulheres do Mundo no dia que assinala a luta pela dignidade e igualdade da Mulher.

Em especial saudamos as mulheres saharauis que têm ao longo da história do seu povo realçado o seu papel fundamental não apenas na preservação de valores, tradições, história e transmissão de saberes como também são parte essencial e talvez até o pilar da resistência contra o invasor.

Mulheres que se destacam não apenas nos campos de refugiados, construtoras de lares em exílio, e resistência diária nos territórios ocupados mas também nos palcos internacionais, porta vozes do seu povo que representam com dignidade e profissionalismo o legitimo representa do povo saharaui a Frente Polisario e o governo da RASD (República Árabe Saharaui Democrática).

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Mulheres Saharauis a personificação dos valores do 8 de março

A equipa do porunsaharalibre saúda todas as mulheres do Mundo no dia que assinala a luta pela dignidade e igualdade da Mulher.

Em especial saudamos as mulheres saharauis que têm ao longo da história do seu povo realçado o seu papel fundamental não apenas na preservação de valores, tradições, história e transmissão de saberes como também são parte essencial e talvez até o pilar da resistência contra o invasor.

Mulheres que se destacam não apenas nos campos de refugiados, construtoras de lares em exílio, e resistência diária nos territórios ocupados mas também nos palcos internacionais, porta vozes do seu povo que representam com dignidade e profissionalismo o legitimo representa do povo saharaui a Frente Polisario e o governo da RASD (República Árabe Saharaui Democrática).

As mulheres saharauis assumiram as funções ao longo de mais de 4 décadas, num desafio constante, desempenhado profissões como médicas, professoras, advogadas, técnicas de desminagem, jornalistas, camera woman, enfermeiras, soldados, químicas, entre outras e no plano político encontram-se em todas as frentes desde a administração base do bairro a ministras e embaixadoras.

Num contexto de guerra, num contexto de conflito, na última colónia de África, nos territórios ocupados, nos territórios libertados, nos campos de refugiados, na diáspora e no mundo as mulheres saharauis são o símbolo da resiliência, resistência, da honra e da dignidade.

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Sahara Ocidental – Mulheres sob ocupação

Por Isabel Lourenço – Activista de Direitos Humanos, Membro da Fundación Sahara Occidental, Colaboradora de www.porunsaharalibre.org –

Após a invasão de Marrocos do território do Sahara Ocidental em 1975, a população saharaui ficou dividida. Uma parte da população (na sua maioria mulheres e crianças) fugiu dos bombardeamentos de Napalm e fósforo branco e construiu campos de refugiados no sul da Argélia, outra parte da população vive na diáspora (Espanha, França e outros países da Europa) e parte ficou no território vivendo sob ocupação. Os territórios ocupados estão isolados por um muro de 2720km altamente militarizado, sendo a área mais minada do mundo per capita. Os territórios ocupados do Sahara Ocidental estão assim completamente sob o controle de Marrocos que transformou esta região numa prisão a céu aberto. O acordo de cessar-fogo de 1991 nunca foi respeitado por Marrocos não se havendo realizado até ao momento o referendo de autodeterminação que foi a base para este acordo. O Sahara Ocidental é a última colónia de África.

Um grande segmento da população feminina saharaui vive sob ocupação no Sahara Ocidental: Embora os Territórios Ocupados não sejam facilmente acessíveis para observadores internacionais, entrevistei dezenas de mulheres saharauis não só no Sahara Ocidental ocupado, mas também em Marrocos, Espanha, Portugal e outros países europeus. Elas estão sujeitas a uma grande variedade de injustiças e violações dos direitos humanos às mãos das forças de segurança marroquinas, e as suas experiências são fonte de informação sobre a dinâmica intra-conflito, bem como do movimento pela mudança, a resistência não violenta e o seu inabalável desejo de viver num Sahara Ocidental livre e independente. Apesar da discriminação generalizada, abuso e marginalização, as mulheres saharauis nos Territórios Ocupados conseguiram manter a sua participação ativa nas esferas da vida pública e privada.

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Gdeim Izik – Mulheres que lutam pela justiça

mujeres saharauis

O processo de Gdeim Izik arrasta-se desde o passado dia 26 de Dezembro, um julgamento de 24 activistas de Direitos Humanos saharaui, dos quais 21 estão detidos há 7 anos sem qualquer evidência de culpa. Um julgamento político a mais de 1000km dos territórios ocupados do Sahara Ocidental, a sua terra natal e onde foram sequestrados e detidos após antes, durante e após o brutal desmantelamento do acampamento pacifico de Gdeim Izik, um mês de protesto de dezenas de milhares de saharauis contra o apartheid social, económico e político a que estão votados desde a invasão do Sahara por Marrocos em 1975.

A distância dificulta a presença de familiares e amigos que apoiam os acusados, como o faz toda a população saharaui que revê neles o heroísmo, a dignidade e a luta não violenta pela autodeterminação a que têm direito segunda todas as resoluções das Nações Unidas, União Africana, Tribunal Internacional e outro organismos internacionais. A última colónia de África sangra sob o silêncio mediático.

Saaida, filha de Deidda Ellyazied um ancião de quase 100 anos, personagem de destaque na luta de resistência, que se deslocou com ela para apoiar os presos políticos a Rabat, conta-me como na sessão de Janeiro quando veio pela primeira vez, viu o sofrimento e as dificuldades das famílias que nunca se queixam. “Tudo faltava, é necessário muito para alimentar e alojar toda a gente, e como sabem os saharauis nunca podem deixar de oferecer comida o que temos partilhamos seja uma migalha seja um pão. Vi que era necessário ajudar muito mais, percebi que nós nos territórios ocupados não nos tínhamos dado conta do grau de sofrimento e dificuldades.”

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Encontro de organizações de mulheres saharauis e moçambicanas

Fatma El Mehdi, secretária geral da UNMS e Mariazinha Nguisse, secretária geral da UMM

No âmbito da visita de Estado do presidente Brahim Gali a Moçambique, realizou-se um encontro entre a UNMS (União de Mulheres Saharauis) e a UMM (União de Mulheres Moçambicanas).

Fatma El Mehdi,secretária geral da UNMS foi recebida por Mariazinha Nguisse, secretária geral da UMM. Neste encontro foram abordados os vários problemas das mulheres africanas destes dois países.

Os programas desenvolvidos pela UMM e a experiência de luta das mulheres nos movimentos de libertação nacional.

Fatma Mehdi, falou sobre o papel da mulher na sociedade saharaui e os desafios que representa ser mulher em campos de refugiados e nos territórios ocupados.

O fortalecimento das relações bilaterais, o aprofundamento do trabalho conjunto e intercâmbio de experiencias são os pontos a desenvolver num futuro próximo.

Mariazinha Nguisse reafirmou a solidariedade das mulheres moçambicanas com o povo saharaui.

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Jornalistas saharauis, mulheres que desafiam a opressão de Marrocos

mujeres periodistas saharauis

No mundo ocidental a realidade do Sahara Ocidental é desconhecida devido ao black out mediático imposto por Marrocos, ocupante ilegal desde 1975 de um dos territórios mais ricos de África. Este silêncio mediático imposto impede os jornalistas estrangeiros a entrar nos territórios ocupados, e os poucos que conseguem entrar são perseguidos e expulsos como foi o caso mais recente de Robert McShane da revista The Economist.

Os jovens saharauis dos territórios ocupados rompem este silêncio através de vários meios de comunicação social saharauis na Internet, que difundem online e através de aplicações para smartphones.

Num ambiente de extrema vigilância e violência os repórteres saharauis arriscam a sua integridade física diariamente, trabalhando de forma clandestina. Os e as jovens desenvolveram formas de conseguir fazer sair alguma informação e imagens sobre o terror que o seu povo vive sob ocupação marroquina, o saque dos recursos naturais e o apartheid social, económico e político a que estão sujeitos.

Durante o julgamento do grupo de presos políticos de Gdeim Izik que se realizou a mais de 1000km de distância do Sahara Ocidental, em Rabat várias equipas saharauis cobriram os acontecimentos. Vivendo sem condições e sem qualquer tipo de ingresso realizam o impossível.

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