Nova queixa à ONU contra Marrocos

acatfrance.fr.- Por persistir em denunciar as violações a que estão submetidos os detidos saharauís, Naâma Asfari é constantemente alvo de represálias por parte do governo marroquino. Em resposta, a Ação dos Crentes pela Abolição da Tortura (ACAT) e o Serviço Internacional pelos Direitos Humanos (SIDH) mais uma vez exortam as Nações Unidas a apelarem a Marrocos.

Naâma Asfari, defensor dos direitos humanos saharaui, está detido desde Novembro de 2010 e foi condenado a 30 anos de prisão com base em confissões assinadas sob tortura pela sua participação no campo de protesto Gdeim Izik.

Sua esposa, Claude Mangin-Asfari, está privada de visitar seu marido. Em abril de 2018, em protesto, Claude decidiu entrar em greve de fome durante um mês. Dois meses depois, e apesar das repetidas tentativas do governo francês para conseguir que Marrocos deixasse que ela entrasse no reino de Marrocos para visitar Naâma Asfari, ainda lhe é negado o direito de visitar seu marido.

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Esposa de preso politico saharaui em greve de fome após 4a expulsão de Marrocos


Claude Mangin, esposa de Naama Asfari preso politico saharaui do grupo de Gdeim izik, condenado a 30 anos e actualmente detido em Kenitra, entrou hoje em greve de fome em exigindo o respeito pelo direito de visita ao seu marido que lhe é negado desde Outubro de 2016.

Segundo declaração Claude Mangin-Asfari o seu maior desejo é “voltar para o Marrocos para ver meu marido Naama Asfari, preso político saharaui, condenado a 30 anos de prisão depois de dois julgamentos injustos em conjunto com os seus camaradas do grupo Gdeim Izik pela sua luta pacífica pela independência do Sahara Ocidental, ocupada por Marrocos há mais de 40 anos.”

Naama recebeu o Prêmio de Direitos Humanos concedido pela Fundação ACAT para Dignidade Humana em janeiro deste ano. O Comitê contra a Tortura da ONU, em Genebra, condenou Marrocos pela tortura exercida sobre Naama Asfari, em Dezembro de 2016.

No entanto, desde outubro de 2016, que Claude Mangin não está autorizada a entrar em Marrocos.

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Preso politico saharaui Naama Asfari transferido para a prisão de Kenitra

Segundo informação da esposa, Sra. Claude Mangin, Naama Asfari preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik foi transferido no dia 15 de Março 2018 para a prisão de Kenitra.

Naama Asfari esteve em isolamento durante 30 dias na prisão de El Arjat onde se encontrava como unico membro do grupo de Gdeim Izik.

Asfari tinha anunciado uma greve de fome a iniciar dia 27 de Fevereiro, mas foi posto em isolamento a 12 de Fevereiro passado.

A esposa não sabia se o marido estava vivo ou morto tendo apenas podido falar com Asfari breves minutos no dia 15 após a sua transferência e ficou a saber que ele tinha suspendido a greve.

Naama Asfari informou a esposa que no dia 26 de Fevereiro a administração penitenciária lhe entregou papeis de transferência para assinar. O activista de direitos humanos e preso politico tinha revindicado transferência para uma prisão do Sahara Ocidental, após a a assinatura da transferência decidiu suspender a greve de fome, mas no dia em que saiu do isolamento foi transferido para a prisão de Kentira a mais 1200km do Sahara Ocidental.

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Naama Asfari em isolamento anuncia greve de fome ilimitada

Comunicado de imprensa

“Melhor morrer por dignidade do que viver sem ela”

– Após uma semana de prisão solitária e uma greve de advertência em 12 e 13 de fevereiro de 2018, greve para a qual a administração da prisão se recusou a me dar um recibo de declaração de greve,

– Após a reação irresponsável do diretor da instituição penitenciária transferindo-me para uma cela de isolamento e me privando de todos os direitos fundamentais, com argumentos falsos e absurdos que mostram a pressão e a chantagem exercidas contra mim desde o primeiro dia pelo diretor desta prisão,

– E devido à persistência dessa chantagem e da falta de resposta da Administração Central sobre o meu primeiro pedido a ser transferido para uma das cidades do Sahara Ocidental e abrir um diálogo sério sobre minhas reivindicações legítimas:

Anuncio que irei iniciar uma greve de fome ilimitada a partir de 27 de fevereiro de 2018.

A greve terá lugar depois de ter tentado, por todos os meios, aliviar o sofrimento dos meus irmãos do grupo de Gdeim Izik que foram separados e dispersos há mais de 6 meses, agora em várias prisões, após as sentenças injustas que nos foram impostas devido simplesmente por sermos ativistas da liberdade e da autodeterminação do povo saharaui.

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Preso politico Naama Asfari em isolamento

Segundo informação da familia a direção da prisão El Arjat colocou o preso politico do Grupo de Gdeim Izik, Naama Asfari em isolmento numa celula de dimensões exíguas, conhecida como caixão.

O irmão de Naama Asfari foi impedido hoje de visitar o irmão sob o pretexto da ausência do diretor da prisão.

Khadad Asfari confirmou que Naama está há mais de 36 horas em prisão solitária e apela ao apoio de todos os ativistas de direitos humanos e organizações de solidariedade.

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Decisão do Comité Contra a Tortura no caso de Naama Asfari

Em 2014 foi apresentada uma queixa de Naama Asfari, preso politico de Gdeim Izik, ao Comité contra a Tortura (CAT) pela ACAT ( associação cristã contra a tortura) com sede em França atravês de um dos seus advogados.

Após dois anos e pouco tempo antes do novo julgamento do grupo de Gdeim Izik no próximo dia 26 de Dezembro é publicada a decisão do Comité.

Nesta decisão o CAT reconhece que houve de facto tortura de Naama Asfari por parte das autoridades marroquinas e que o Estado Marroquino através dos seu sistema judicial não fez valer os direitos de Naama Asfari, nem procedeu à investigação necessária após a denuncia apresentada à justica marroquina.

Acrescentam ainda que Marrocos tem que indeminizar Naama Asfari por todos os maus tratos recebidos, que a visita dos seus familiares não pode ser impedida e que o julgamento no tribunal militar deve ser considerado nulo.

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