Hmad Hamad: “Nações Unidas utilizam os territórios ocupados do Sahara Ocidental como base militar”

PUSL.- Hmad Hamad ( activista saharaui e vice-presidente da CODAPSO -Comité de Defesa do Direito à Autodeterminação do Povo do Sahara Ocidental)

As Nações Unidas, nomeadamente a MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental) está no Sahara Ocidental desde 1991, ano da assinatura do cessar-fogo entre a Frente Polisário e Marrocos. O cessar-fogo tinha como base a realização do referendo que permitira ao nosso povo escolher livremente o seu destino e alcançar a autodeterminação. Passados 28 anos continuamos sem referendo e agora sob quase 44 anos de ocupação por parte de Marrocos.

A MINURSO e o Conselho de Segurança não foram capazes de cumprir o que foi determinado em sede das Nações Unidas e passam décadas a protelar a implementação das resoluções que levariam ao fim de uma ocupação de 4 décadas.

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UMA NOVA GERAÇÃO, SEM FUTURO, A ESPERA NO SAHARA OCIDENTAL

Foto: Juan Ignacio Robles / Por: Ali Salem Iselmu, jornalista, escritor e poeta, natural da República do Saara Ocidental.

EIC – Poemas para um Sahara Livre.- Quando a guerra no Sahara Ocidental entre Marrocos e a Frente Polisario terminou em 1991, ninguém acreditava que uma nova geração nasceria nos campos de refugiados saharauis, vendo os enviados da ONU demitir-se um após o outro , sem obter a mediação política para uma conclusão bem sucedida.

Neste longo período, foram cerca de trinta anos em que vimos a independência de Timor Leste, Sudão do Sul, Eritreia, Kosovo e outros países. A ONU no Sahara Ocidental foi basicamente solicitada a aplicar a sua resolução 1514 para permitir a autodeterminação do povo saharaui, realizando um referendo.

Vimos durante todo este tempo como o discurso da ONU tem mudado em favor do país que ocupa ilegalmente o território saharaui, que é neste caso Marrocos. A Frente Polisario fez várias concessões na crise do Rally Paris-Dakar em 2002, na crise de Gdeim Izik em 2010 e na última crise na fronteira sul do Sahara Ocidental, no posto fronteiriço de Guerguerat. Read more

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Sahara Ocidental – e agora?

Por Isabel Lourenço, colaboradora de PUSL/Tornado

PUSL – Jornal Tornado .- Vários acontecimentos desde a eleição de António Guterres como Secretário Geral das Nações Unidas levaram alguns simpatizantes da causa saharaui a pensar que a resolução do conflito estaria bem encaminhada. Esta “tendência de reflexão” também foi apoiada nas redes sociais, blogues e meios de comunicação social.

Na verdade, sempre me surpreendeu todo o entusiasmo em torno do novo Secretário Geral que durante uma década foi o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados e subscreveu corte, após corte na ajuda humanitária aos campos de refugiados saharauis.

As expectativas criadas em torno do ex-primeiro ministro de Portugal, deviam-se ao facto de ser simpático e educado, uma qualidade que felizmente quase todos os políticos em Portugal, da esquerda á direita, compartilham. Mas a educação e simpatia nada tem a ver com os posicionamentos políticos.

A falta de conhecimento e analise do percurso politico do novo secretário geral, das suas  “alianças” e ” simpatias” na arena internacional levaram a um entusiasmo pouco realista.

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Diplomacia e relações internacionais mantêm os Saharauis em agonia há mais de quatro décadas

Atabongwoung Gallous – Presidente da África Solidária com o Sahara

PUSL.- No dia 23 de maio de 2019, antes da celebração do Dia da África. O Professor John Trimble organizou um Fórum do Dia da Libertação Africana na Igreja Elim Full Gospel em Pretória sobre o tema – o Pan-africanismo Revolucionário nos chama para unir e forjar uma luta definitiva contra o neocolonialismo: Encaminhar para uma África socialista unificada.

O tema é extremamente interessante, mas tive de me debruçar sobre o caso do Sahara Ocidental / República Democrática Árabe Saharaui – a última colônia da África como projeto de descolonização atrasado. Que até agora, entre outras coisas, está em não-conformidade com os sonhos e aspirações da Unidade Africana e do socialismo africano ou comunismo africano, como o professor Vusi Gumede argumentaria.

E enquanto houver uma celebração do dia da África a cada 25 de maio, é evidente que a comunidade Saharaui na Diáspora, nos campos de refugiados e no território ocupado têm um sentimento contrário contra a opinião populista dos africanos que transgrediram o estado de mercantilização da escravidão. o comércio de escravos e o colonialismo.

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Caso Polisario revela altos riscos por trás do entusiasmo ESG (critério ambiental, social e de governança) dos investidores

A acção judicial sobre o território africano em disputa afecta as ligações da UE com Marrocos

Financial Times / JOHN DIZARD. .- O que os militares chamam de guerra assimétrica – guerrilheiros lutando contra exércitos regulares – chegou ao mundo da conformidade.

Movimentos políticos com poucos ativos financeiros, sem falar na superioridade militar, podem ganhar na justiça contra os atores corporativos ou do governo.

Graças à sua capacidade de usar os seus ganhos, influenciando trilhões de dinheiro dos investidores, ou sensíveis fundos soberanos, eles podem gerar um enorme efeito.

Por exemplo o caso no Tribunal Europeu de Justiça em 29 de abril pela Frente Polisário, um grupo político que exige total soberania para o Sahara Ocidental ocupado pelos marroquinos. Seus advogados afirmam que Bruxelas está a violar a lei de direitos humanos da UE ao permitir, até encorajar, a importação de recursos naturais do território. Read more

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Poderá John Bolton descongelar o impasse do conflito do Sahara Ocidental?

FAROUK BATICHE/AFP/Getty Images

A Frente Polisario criou uma presença diplomática internacional com um orçamento exíguo e vê a administração Trump como a sua melhor esperança em décadas para obter a independência do Marrocos.

De R. JOSEPH HUDDLESTON | 09 de maio de 2019 | foreignpolicy.com

Em março, o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, recebeu acolheu a segunda de uma série de conversas em mesas redondas para levar um conflito congelado a uma solução pacífica. Este conflito foi suspenso e está num impasse desde do acordo de cessar-fogo de 1991 que suspendeu uma guerra de 16 anos entre a monarquia marroquina e o movimento de libertação do Sahara Ocidental, chamado Frente Polisário.

Além de combater os militares marroquinos apoiados pelos EUA e pela França durante 16 anos, a Polisario construiu vários campos de refugiados no sul da Argélia para acomodar milhares de famílias que fugiram da violência. Estima-se que 165.000 refugiados saharauis, continuam a viver nestes campos, desde o início do conflito. Read more

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Marrocos brinca ao Cavalo de Tróia com a AU?

Por Shannon Ebrahim* – www.iol.co.za (Traducción porunsaharalibre.org)

Marrocos poderia revelar-se um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a unidade dentro do organismo continental, escreve Shannon Ebrahim.

Esta semana, Marrocos conseguiu o apoio de dois terços dos Estados membros da UA para a re-admissão ao organismo continental. Marrocos poderia, no entanto, provar ser um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a luta pela autodeterminação do Sahara Ocidental, bem como minar a unidade dentro do próprio organise continental.

Somente os países da África Austral reconheceram os perigos e as contradições que a inclusão de Marrocos na União Africana representou para o continente, votando contra ela.

A maioria dos países que se opuseram à inclusão de Marrocos são liderados por antigos movimentos de libertação que confiaram na solidariedade da OUA na sua luta pela liberdade.

Compreendendo perfeitamente as consequências da inclusão de Marrocos, o ANC, o SACP e até mesmo o EFF rejeitaram firmemente a decisão da UA de re-admitir Marrocos, perguntando como Marrocos se poderia tornar membro quando o povo do Sahara Ocidental continua a sofrer sob a ocupação injusta de Marrocos. Read more

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Travão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias à paranóia expansionista marroquina

Por Fito Alvarez Tombo

A 2 1 dedezembro passado , o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias ditou que o Sahara Ocidental não faz parte de Marrocos. e põe um fim aos mais de 40 anos de pilhagem dos recursos naturais do povo saharaui por Marrocos e com a cumplicidade de Estados membros da União Europeia.

Apesar que recurso interposto pelo Conselho da União e à Comissão para evitar o cancelamento do acordo de associação e à Liberalização com Marrocos que salvou o texto, o acórdão conseguiu que fosse excluido o Sahara Ocidental do acordo de pesca da União Europeia e Marrocos.

Esta decisão é uma vitória importante para a Frente Polisiario, e, portanto, para o povo saharaui, um golpe para Marrocos que vê como a maior entidade judiciária europeia define claramente as fronteiras do Sahara Ocidental. A este golpe juntam-se outros como a resposta da União Africana às reivindicações de Marrocos para se juntar à Organização Africana, em que recorda o artigo 29 de sua Constituição, que estipula, entre outras coisas, “o respeito das fronteiras existentes no momento da conquista da independência “, uma condição que não se encaixa de forma alguma com o comportamento de Marrocos em relação ao Sahara Ocidental. Read more

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O filho pródigo Marrocos não pode impor condições à África para voltar para casa

Owei Lakemfa

Owei Lakemfa

Marrocos: Um filho pródigo dita condições
Fonte: The News (jornal da Nigeria) / Por Owei Lakemfa*

Tradução porunsaharalibre.org

África, amada por Deus tem muitos filhos e filhas. Alguns deles do antigo Egito deram ao mundo a civilização moderna. Também deram à Grécia a sua filosofia que se tornou a base do pensamento ocidental e filosofia. No entanto, uma raça diferente da qual os nossos videntes nos haviam avisado, açambarcou e escravizou quase todas as crianças de África. Com dor e em lágrimas, com o nosso suor e sangue lutamos pela liberdade. Isso foi anos antes de toda a humanidade ter concordado que o direito de um povo à autodeterminação não é negociável.

Mesmo na aurora da liberdade, os filhos da África eram como ovelhas sem Pastor enquanto que os antigos senhores de escravos tentar continuar a nossa escravidão, desta vez, de forma indireta. Nessa altura, criamos dois grandes grupos. Alguns encontraram-se em Casablanca, Marrocos, e tornaram-se o Grupo de Casablanca; os outros tornaram-se o Grupo de Monróvia. os líderes visionários de África reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia e no dia 25 de maio de 1963, deu-se origem a um movimento unido dos povos africanos chamado Organização de Unidade Africana. Nós juramos que os africanos nunca mais seriam escravizados e que aqueles que ainda estavam em cativeiro, como a África do Sul, Angola, Moçambique, Namíbia, Zimbabwe, Guiné-Bissau e o Sahara Ocidental deveriam ser livres. Na verdade, apesar dos esforços dos escravizadores, tornaram-se livres. Todas as crianças africanas se tornaram livres, mas nós não tínhamos previsto que um dos nossos filhos proeminentes iria colaborar com os senhores de escravos estrangeiros para privar um de nós da sua liberdade. Read more

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A situação tensa em Guergarat

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Por Omar Slama, 29 de agosto de 2016 / porunsaharalibre.org

Os desenvolvimentos na área de Guergarat (extremo sul do Sahara Ocidental) deixa a nú a capacidade da MINURSO para cumprir os seus objectivos: o referendo de autodeterminação, e o principal; o cumprimento do cessar-fogo. A primeira denuncia da Frente Polisario da violação do cessar-fogo por Marrocos já criticava três aspectos mais controversos: Minava o acordo militar No. 1 acordada entre as partes que regula o processo do cessar-fogo, proibindo qualquer acção militar ou criação de instalações na zona tampão (que se estende ao longo de cinco quilómetros do muro marroquino da vergonha), também dá a Marrocos a possibilidade de anexação de uma área fora do cinto e cria uma situação grave de tensão numa área sensível e impede o pleno funcionamento na fronteira mauritana- sahara.

Após esta primeira queixa formal da Frente Polisario nas Nações Unidas, por escrito, o secretário de segurança do Estado, Brahim Ahmed Mahmoud, pediu consultas, ao chefe da MINURSO )Missão das Nações Unidas para um Referendo no Sahara Ocidental) em Tindouf, Dr. Yussef Djedyan, para transmitir o seu forte protesto contra a flagrante violação marroquina ao acordo de cessar-fogo assinado em 1991 entre as partes em conflito. Read more

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Sahara Ocidental possibilidade de retomar da guerra devido à incúria, irresponsabilidade, ganância e falta de moral e ética da comunidade internacional

mapa bandera rasdPor Isabel Lourenço*, 29 de agosto de 2016 / porunsaharalibre.org

Pode ser que dentro de em breve os Saharauis sejam acusados de terrorismo, de desestabilização da região e da guerra. Pois é falso. E é necessário afirma-lo e relembrar a cronologia para que o povo distraído, e média dependente não seja levado pela manipulação da comunicação social e para que a memória colectiva não seja alvo de Alzheimer.

Em 1991 a Frente Polisario e Marrocos sob os auspícios da ONU celebraram um cessar-fogo da guerra que Marrocos iniciou com a invasão e ocupação ilegal do Sahara Ocidental em 1975, bombardeando a população saharaui com fósforo branco e napalm (crime contra a humanidade que nunca foi punido), a deslocação de centenas de milhares de colonos de marroquinos para os territórios ocupados e a construção do maior muro de separação do mundo com 2720km de extensão. Transformaram a zona na área mais minada per capita do mundo e roubam descaradamente os recursos naturais, esgotam o maior lençol de água fóssil do Norte de África e pescam sem respeitar as normas de sustentabilidade. Assassinam, torturam e fazem desaparecer dezenas de milhares de saharauis, todo isto mesmo depois do cessar-fogo e sob o olhar da Missão da ONU no terreno, único organismo estrangeiro presente visto que o território é isolado do mundo e todos os que o visitam são expulsos. Read more

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