Comunicado da família do Sr. BOURIAL, prisioneiro do grupo conhecido como GDEIM IZIK

PUSL.-O Sr. Mohamed Bourial está preso em Marrocos desde 2010, após o desmantelamento do chamado acampamento Gdeim Izik. Foi condenado a 30 anos na ausência de qualquer outra prova além das confissões extraídas sob tortura.

Apesar dos seus pedidos para investigar a tortura que sofreu, o Reino do Marrocos nunca realizou uma investigação imparcial, nem interrompeu o tratamento cruel e desumano contra ele. Esses maus tratos continuaram depois a sua transferência para a prisão de Tiflet2 – em março de 2018 -, na qual ele se encontra agoraem isolamento, privado de visita, em estado precário de saúde e sem nenhum tipo de atenção médica. É neste contexto que ele mandatou através da sua família a sua advogada a apresentar uma comunicação ao Comitê contra a Tortura da ONU em novembro de 2018.

Para que a situação evolua, Mohamed decidiu iniciar uma greve de fome com a principal exigência de proteção das mais altas autoridades internacionais contra qualquer forma de tortura ou tratamento desumano.

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Mohamed Bourial, preso político saharaui inicia greve de fome

PUSL.- A família de Mohamed Bourial informou que este preso político do grupo Gdeim Izik iniciou uma greve de fome hoje.

Mohamed Bourial detido em Tiflet2 exige que seja transferido para uma prisão perto da sua família em El Aaiun, respeito pelos seus direitos fundamentais, fim de todos os maus-tratos, do isolamento e atenção médica.

Em Tiflet2, os presos saharauis estão sujeitos a confinamento prolongado, assédio, maus-tratos e os seus direitos básicos não são respeitados. As Famílias confrontam-se com grande dificuldades para visitá-los uma vez que Tiflet fica a mais de 1300 km de El Aaiun.

Tiflet2 é conhecida como uma das piores prisões de Marrocos, onde muitos presos só saem de lá num caixão, muitas vezes referido como o Guantánamo de Marrocos.

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Gdeim Izik – Abbahah, preso político saharaui recebeu ameaças de vida

Sidi Abdallahi AbahahPUSL.- De acordo com a informação da família de Sidi Abdallah Abbahah, o preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, foi objecto de assédio, de maus tratos, racismo e de ameaças de vida dos guardas da prisão de Tiflet2.

A advogada de Abbahah, Maître Ouled, apresentou em seu nome uma queixa ao Comitê das Nações Unidas contra a Tortura (CAT) no ano passado.

O CAT emitiu medidas provisórias urgentes em maio passado exigindo das autoridades marroquinas:

· Libertação do prisioneiro com vigilância;
· Acesso imediato a um médico de sua escolha;
· Fim imediato do isolamento.

Dez meses passaram e Marrocos não cumpriu as medidas provisórias até o momento.

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Mohamed Ayoubi – sem justiça um ano após o seu falecimento

PUSL.- Mohamed Ayoubi preso politico de Gdeim Izik em liberdade condicional faleceu a 22 de Fevereiro de 2018 em El Aaiún, a primeira vitima mortal deste grupo de heróis nacionais saharauis, injustamente condenados pelo regime ocupante a penas de 20 anos a perpetua. Marrocos é responsável por mais esta morte num longo historial de assassinatos, torturas, desaparecimentos forçados, bombardeamentos, o lento genocídio do povo saharaui só terá fim no dia em que Marrocos saia dos territórios ocupados e a comunidade internacional assuma a sua responsablilidade.

Ayoubi que foi detido pelas autoridades de ocupação marroquinas durante o desmantelamento de Gdeim Izik a 8 de Novembro de 2010, vitima de violação e torturas físicas e psicológicas durante vários dias tanto na sede da Gendarmaria como na esquadra da Policia em El Aaiún, Sahara Ocidental, foi transferido com vários presos do grupo de Gdeim Izik no dia 11 de Novembro para Salé Rabat no Reino de Marrocos.

Devido à tortura sofrida, teve que se manter numa cadeira de rodas durante o seu tempo de detenção em Salé 2 até ao dia 12 de Janeiro de 2011 quando o transferiram ao hospital Souissi Rabat onde ficou internado até ao dia 28 de Fevereiro 2011.

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Presos politicos de Gdeim Izik transferidos de novo

PUSL.- Mohamed Bourial que foi transferido de Tifltet2 para Bouzakarn na passada segunda feira dia 11 de Fevereiro regressou a Tiflet no Sabado dia 16.

Abdel Jalil Laarousi que foi transferido da prisão de El Arjat para Bouzakarn conforme noticiamos, foi transferido de volta para El Arjat.

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Laaroussi, preso político saharaui transferido para Bouzakarn

PUSL.- Segundo a sua família, o preso político saharauí do grupo Gdeim Izik, Abdel Jalil Laaroussi, foi transferido no passado sábado, 10 de fevereiro, da prisão de El Arjat para a prisão de Bouzakarn.

Laaroussi, condenado à prisão perpétua, está em isolamento prolongado desde setembro de 2017.

As condições de saúde do presos político tem-se deteriorado desde a sua detenção em 2010.

A advogada de 18 dos 19 presos do grupo Gdeim Izik, Maitre Olfa Ouled, apresentou uma denúncia ao Comitê contra a Tortura da ONU  (CAT) de vários presos deste grupo, incluindo Abdel Jalil Laaroussi. A decisão final do CAT ainda não foi publicada.

A família pôde visitá-lo várias vezes esta semana, já que Bouzakarn está mais perto de El Aaiun.

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Federica Morgherini responde a IU sobre situação dos presos políticos saharauis

PUSL .- Federica Morgherini, a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, respondeu por escrito às preguntas apresentadas pela eurodeputada espanhola, Paloma Lopez, da Izquierda Unida sobre a situação dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

Lopez tinha apresentado nos últimos meses de 2018 duas preguntas sobre a situação de risco em que se encontram os presos políticos saharauis detidos em Tiflet2, Marrocos.

Os 4 membros dos grupo Gdeim Izik encontram-se em confinamento prolongado há mais de um ano e têm sido vitimas de maus tratos e negligência médica intencional, realizaram várias greves de fome e o seu caso tem sido amplamente denunciado junto não só da União Europeia como também junto dos mecanismos das Nações Unidas.

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Família impedida de visitar o preso político saharaui Sidahmed Lemjeyid

PUSL.- Segundo informações recebidas da família, a administração penitenciária impediu várias vezes a visita a Sidahmed Lemjeyid, preso político saharaui, atualmente detido na prisão local de Ait Melloul 2.

A administração da prisão local de Ait Melloul, na periferia da cidade de Agadir, sul do Marrocos, negou na passada segunda-feira, 7 de janeiro de 2019, o direito de visita de família do preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik.

A administração prisional negou o direito de visita três vezes nos ultimos meses, em 24 de dezembro, 2 de janeiro e 7 de janeiro, em violação da lei marroquina relativa aos direitos dos prisioneiros.

A administração da prisão não deu qualquer justificação para a negação arbitrária da visita da família.

A família Lemjeyid protestou por várias horas em frente à prisão, mas não recebeu nenhuma explicação.

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O calvário Dos Presos de Gdeim Izik presos não tem fim

PUSL.- Passaram 518 dias após a última condenação dos presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik.

2963 dias após o desmantelamento do campo de protesto não violento de Gdeim Izik e as detenções e raptos de civis saharauis que SE seguiram.

Os 19 detidos do grupo Gdeim Izik ainda estão sujeitos a maus tratos, assédio e até mesmo tortura após dois julgamentos (julgamento militar em 2010 e de Recurso em 2016/2017).

A atenção médica é negada a esses prisioneiros, que sofrem não só das conseqüências das torturas brutais a que foram submetidos, mas também de doenças crônicas pré-existentes ou adquiridas após a detenção devido às condições de detenção, como asma, reumatismo, diabetes, entre outros.

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Abdallah Abbahah suspende greve de fome após 44 dias

PUSL.- Segundo informação da familia o preso politico Abdallah Abbahah suspendeu hoje a sua greve de fome que iniciou a 1 de Outubro passado.

Abbahah que tinha perdido a consciencência e a quem foi administrado soro, suspendeu a sua greve de fome após o director da prisão lhe ter dito que podia parar que tudo ia ser resolvido.

Os 44 dias de greve de fome tiveram um impacto enorme na saúde de Abbahah que se encontra em confinamento prolongado há mais de 8 meses. O estado de saúde de Abbahah é alarmante, fruto não são das torturas sofridas e continuos maus tratos, assim como negligencia médica desde a sua detenção em 2010.

El Bachir Khadda em situação idêntica encontra-se também em situação de saúde alarmante após ter efectuado uma greve de fome de 43 dias.

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Abbahah preso político saharaui em perigo de vida – Marrocos rejeita medidas provisórias do CAT

PUSL.- Abdallah Abbahah, preso político saharaui do Grupo Gdeim Izik, que está em greve de fome desde 1 de outubro, foi transportado hoje da prisão de Tiflet2 para o hospital depois de ter perdido a consciência durante várias horas.

No hospital, foram-lhe dados 2 litros de soro e em seguida foi transportado de volta para a cela da prisão, onde permanece em confinamento prolongado desde 7 de maio de 2018.

Devido à greve de fome, Abbahah tem sérios problemas cardíacos, vômitos, dor intensa em todos os seus órgãos, não consegue ficar de pé ou andar.

No início desta semana, uma médica visitou-o na prisão e disse-lhe para parar a greve de fome e parar de lhes dar “problemas” para que pudessem descansar.

O director da prisão disse-lhe repetidamente para parar a greve da fome e que as autoridades marroquinas não têm responsabilidade sobre a sua saúde.

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