Marrocos: lento asassinato de presos politicos saharauis

PUSL.- Marrocos além de ignorar as decisões e recomendações da ONU e dos seus mecanismos na area dos direitos humanos agrava a situação dos presos politicos saharauís que estão sujeitos a represalias constantes.

El Bachir Khadda do grupo de Gdeim Izik terminou uma greve de fome que durou 43 dias e encontra-se num estado de debilitação fisica extrema. A direcção da prisão Tiflet2 onde está detido não enviou até ao momento nenhum médico ou enfermeiro para avaliar a situação de Khadda.

Este Jornalista e activista de Direitos Humanos esta incapacitado de se manter em pé, está numa cadeira de rodas sem que os guardas lhe ajudem a movimentar-se. Em confinement prolongado numa cela sem o minimo de condições e sem acesso a comida adequada.

Abdallah Abbahah outro preso politico do grupo de Gdeim Izik, detido na mesma Prisão está em greve de fome há 33 dias, num cela fria, sem qualquer tipo de mobiliário, apenas com tres cobertores finos e agua para beber. Read more

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O relatório que não querem que leiam

PUSL.- Desde as 11h de sabádo 20 de Outubro até Segunda-feira 22 de Outubro, a página porunsahalibre.org (PUSL) esteve inoperacional e inacessível. Este “problema técnico” aconteceu minutos após a publicação do relatório da Fundacion Sahara Occidental sobre a Tortura da populaçāo saharaui sob ocupação

O relatório demonstra claramente a prática continua de tortura pelas autoridades marroquinas nos territórios ocupados do Sahara Ocidental

Tortura esta praticada há decadas e de forma impune sem que a comunidade international actue.

Leia o relatório:

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Relatório FUSO: A tortura sofrida pela população saharaui sob ocupação

PUSL e FUSO .- A Fundación Sáhara Occidental (FUSO), na seuqência do trabalho realizado durante anos de observação e monitorização dos direitos humanos, violações e genocídio cometido contra o povo saharaui, entendeu que era necessário elaborar um relatório, onde se resumisse de forma que se possa compreender e avaliar nos seus termos justos os processos de tortura a que esta submetida a população saharaui. Viu-se pois, oportuno publicar este relatório que se apoia apoiado nos numerosos relatórios e artigos existentes da Fundação e de outros organismos internacionais, e em colaboração e acordo com o trabalho que se tem vindo a realizar com Por un Sahara Libre .org (PUSL).

O relatório “A tortura sofrida pela população saharaui sob ocupação” é difundido com o objetivo de que seja uma ferramenta de trabalho, consciencialização e sensibilização. Tendo um conteúdo acessível e assimilável para qualquer pessoa, com ou sem conhecimentos na área dos direitos humanos ou em direito, possibilitando uma abordagem científica e técnica sobre a situação da tortura nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, amparada e justificada pelos casos estudados e as numerosas entrevistas realizadas.

Além disso, e como objetivo primeiro deste relatório é fazer chegar aos fóruns internacionais, onde se decidem e debatem importantes questões sobre a proteção da população saharaui e o direito à autodeterminação e onde ser devem adotar os mecanismos necessários para que este genocídio e tortura parem, de forma a ajudar a que estes organismos e nações alterem as suas políticas sobre esta temática e tomem uma posição mais ativa na defesa da população saharaui.

Por todas estas razões a Fundación Sahara Occidental (FUSO), em conjunto com Por un Sahara Occidental .org (PUSL), tem vindo a trabalhar na elaboração deste relatório, que agora se publica, e que foi realizado com o rigor, profissionalismo e honradez que um tema tão sensível, duro e difícil como é a tortura da população saharaui merece.

Informe Fundación Sáhara Oc… by on Scribd

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Marrocos celebra com tortura

Fonte: Jornal Tornado / Isabel Lourenço

O país “amigo” de Portugal, não se pode declarar amigo nem dos direitos humanos, nem da legalidade internacional, que desrespeita totalmente violando todos os acordos, convénios e mesmo a própria constituição, que para o Makhzen (governo sombra) do Rei não passam de bocados de papel com letras impressas.

Marrocos tem-se adaptado às exigência internacionais de acordo com os conselhos dos seus governos amigos, do qual França é o mais visível, promovendo uma imagem distorcida do seu sistema político, mostrando uma imagem democrática e moderna que não é mais que uma máscara que tenta esconder o verdadeiro regime autoritário e totalista, que sustenta uma monarquia que detém, segundo vários analistas económicos internacionais, 80% da riqueza.

De acordo com os conselhos recebidos Marrocos criou o Conselho Nacional de Direitos Humanos e participa nas sessões de direitos humanos das Nações Unidas em Genebra, realiza workshops e conferência como uma mulher maltratada e vitima de abuso utiliza a maquilhagem para camuflar as nódoas e cicatrizes. Este analogia não me surgiu por casualidade, uma vez que a  TV estatal marroquina divulgou um passo-a-passo como esconder com maquilhagem os sinais de maus tratos num rosto feminino (ver vídeo) na semana do dia internacional da não violência contra a mulher. Read more

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O preso político saharaui Ahmed Sbaai denuncia tortura

Testemunho de Ahmed Sbaai, defensor dos direitos humanos e prisioneiro político saharaui (Gdeim Izik Group) sobre os dez dias que passou num wc da prisão central de Kenitra.

Enquanto o mundo se preparava para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Estado marroquino também o celebrou, mas à sua maneira,

Assim, em 4 de dezembro de 2017, fui arrastado para um pequeno wc, assim como o meu companheiro do mesmo grupo, Sidi Abdallahi Abbahah, que também foi atirado para outro wc, não muito longe de mim. Era um espaço muito pequeno com odores e insetos nauseabundos e um pequeno respiradouro que permitia a entrada de frio durante a noite. Estes wc estão no segundo andar chamado * Bairro do Arrependimento *. Todos os prisioneiros são presos de delito comun, que gritam dia e noite, batem nas portas e há um cheiro intenso de fumo de cigarro. A isso, devO acrescentar que as lâmpadas estavam acessas toda a noite. A comida estava suja e não me permitiram ter os meus pertences ou trocar de roupa durante 10 dias nem lavar-me, não conseguia distinguir o odor corporal do cheiro da retrete. Isso só agravou a minha já precária saúde porque tenho dificuldade em respirar, problemas cardíacos e alergias. Tinha comichão em diferentes partes do meu corpo. Todas as noites, eu estava a sufocar e não consegui encontrar ninguém para me ajudar. Impediram-me de entrar em contato com o meu advogado. Proibiram-me ter folhas e uma caneta para escrever às autoridades e organizações para intervir para me tirar desse pesadelo. Anunciei que tinha iniciadouma greve de fome aberta no primeiro dia e ainda estou em greve. Eu estava com fome e frio, e acima de tudo, não tinha notícias da minha família que moram em El Aaiún, no Sahara Ocidental. Não pude ver meu pai por sete anos em violação da lei penal da prisão marroquina no. 93/28 e de todas as normas e convenções relacionadas com os direitos dos prisioneiros em relação às suas famílias. Read more

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Familia do preso politico saharaui Abdallahi Abbahah denuncia tortura

A familia do preso politico Abdallahi Abbahah denunciou hoje a tortura a que este activista saharaui foi submetido desde dia 4 de Dezembro.

Há dez dias Sidi Abdallahi Abbahah e Ahmed Sbaai, dois dos presos do grupo de Gdeim Izik detidos na prisão de Kenitra, Marrocos, foram colocados em isolamento total.

A familia de Abdallahi Abbahah falou com ele hoje após a sua saida do isolamento e denunciaram as torturas a que foi sujeito este preso politico, condenado a prisão perpetua.

O local em que esteve em isolamento era um wc, infestado e com dejectos, esteve os dez dias nesse local minusculo com as luzes acessas dia e noite. Os guardas insultavam-no e humilhavam-no continuamente e sofreu ameaças e tortura psicológica.

Desde o dia 4 de Dezembro que está em greve de fome aberta.

A sua situação de saúde é muito grave, e tem os olhos inflamados e continuamente a lacrimejar devido à exposição continua à luz. Read more

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IBAHRI lembra a Marrocos a obrigação de investigar alegações de tortura de ativistas saharauis encarcerados

Após mais de 20 ativistas saharauis terem sido encarcerados em Marrocos, com afirmações de que as evidências no julgamento foram obtidas so tortura, o Instituto de Direitos Humanos da Associação Internacional de Advogados (IBAHRI) lembra a este país o seu compromisso internacional de investigar incidentes suspeitos onde houve dor intensa Infligida a indivíduos para forçá-los a “confessar” e / ou a implicar outros em atividades ilegais.

O Copresidente do IBAHRI, embaixador (ret.) Hans Corell comentou: “Como Marrocos ratificou a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Punições Cruéis, Desumanos ou Degradantes em 1993, o IBAHRI lembra às autoridades do país a obrigação de assegurarem a pronta e imparcialidade Investigação sempre que houver motivos razoáveis para acreditar que um ato de tortura foi cometido no seu país. O caso profundamente preocupante dos ativistas saharauis, alguns dos quais enfrentam a prisão perpétua após um julgamento marcado por irregularidades processuais, é certamente um caso em que tal investigação é obrigatória. Como Estado que é parte da Convenção, Marrocos é obrigado a conduzir uma investigação , mesmo sem queixa de uma vítima. A Convenção prevê ainda que qualquer prova obtida através da tortura é inadmissível no tribunal. É evidente que, no caso destes arguidos, Marrocos não cumpriu as suas obrigações.

O comité contra a Torture das Nações Unidas irá visitar Marrocos de 21 a 27 de outubro segundo informação do jornal online lakome2.

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Porquê Mohamed está em Espanha?

Por Isabel Lourenço (Publicado en Jornal Tornado, 15 JANEIRO, 2017)

Está um dia solarengo e caminhamos até ao jardim, procuramos um sitio mais resguardado com menos gente, a conversa irá ser difícil.

“Não te preocupes, tu tranquila” diz-me Mohamed Balla com um sorriso aberto que oferece a todos que falam com ele.

Balla é saharaui e vive de momento na Casa dos Heróis, uma casa da Fundación Sahara Occidental (FUSO) em Badajoz, que acolhe ex-presos políticos e activistas saharauis para que possam realizar consultas médicas, muitas vezes seguidas de operações múltiplas e tratar da documentação espanhola.

Todos os ex-presos que conheci nessa casa e que entrevistei sofreram torturas horríveis, muitos deles com mais de uma década de prisão.

Mohamed Balla concordou em contar-me a sua história, algo que pode parecer fácil mas não é. Nenhuma história de vida saharaui é fácil de contar e nenhuma fácil de ouvir. Read more

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Casos de tortura são frequentes em Marrocos disse Mendez

Méndez

Relator Especial sobre la tortura (ONU), Juan Méndez

18 de outubro de 2016, porunsaharalibre.org

Numa conferência de Imprensa esta tarde o Relator especial para a Tortura, Juan Mendez, foi questionado pelo jornalista de Innercitypress, Matthew Russel, sobre os casos de tortura em Marrocos e no Sahara Ocidental.

O jornalista focou em especial o caso dos presos políticos saharauis e o grupo de Gdeim Izik.

Mendez respondeu que a prática da tortura em Marrocos está confirmada e é usual.
Há indícios óbvios de casos de tortura, disse apesar de não falar de casos concretos nem dossier abertos.

Em relação a uma possível visita a Marrocos e Sahara Ocidental respondeu que até agora a visita de seguimento que pretendia fazer não foi possível e as tentativas para a realizar sem sucesso. Referiu ainda que a visitar Marrocos iria obviamente visitar também o Sahara Ocidental. Read more

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